
O governador Jaques Wagner (PT) empurrou para a próxima segunda-feira (24) o anúncio dos nove secretários que ainda faltam para compor a sua equipe neste segundo mandato. O PDT, que já expressou a sua insatisfação publicamente, busca reunir suas forças para conseguir ampliar sua participação.
De acordo com presidente estadual da legenda, Alexandre Brust, dentro do PDT há a convicção de que o espaço vai ser aumentado. “Nós participamos da eleição do governador, nós conquistamos um espaço bem maior na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal e queremos que isso se projete no estado”, afirmou.
Brust ressalta ainda que o seu partido tem quadros competentes para atuar em quaisquer áreas designadas por Wagner. “Propomos manter a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação e outra. Vamos esperar o governador sinalizar para depois apresentarmos o nome de quem pode assumir a função”, revelou.
Nas últimas semanas, a possibilidade de Wagner apoiar a candidatura do deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) à presidência da Assembleia – será o terceiro mandato consecutivo – foi colocada como uma hipótese que sanaria os compromissos do governador com a legenda.
No entanto, Brust rechaça esta possibilidade. Segundo ele, são dois poderes diferentes que não podem ser colocados na mesa de negociação. “Não tem essa história. Quando colocam essa história eu sempre digo que não tem nada a ver uma coisa com outra”, disse.
O presidente pedetista atribuiu esta discussão sobre o apoio de Wagner servir como indicação aos próprios petistas. “Ninguém do PDT falou isso, quem colocou na pauta esta discussão foi o PT. São espaços diferentes”.
Assembleia
Se para fechar o primeiro escalão do governo o PT tem encontrado dificuldade, na Assembleia Legislativa a situação não é diferente. Os deputados eleitos do partido se reuniram nesta semana para decidir quais os posicionamentos da bancada para a próxima legislatura, mas a única deliberação foi a marcação de outra reunião, que vai acontecer na próxima terça-feira (25).
Segundo Yulo Oiticica, os parlamentares ainda não definiram se vão lançar candidatura própria à presidência da Casa ou não. “Nós temos a maior responsabilidade em torno da governabilidade por sermos do partido do governador, portanto, não vamos criar nenhum ‘cavalo de batalha’”, revelou.
Sobre a busca de espaço do PDT dentro do primeiro escalão do governo ser, na verdade, uma forma de pressionar o Wagner a endossar a campanha de Nilo à presidência, Oiticica afirmou que não sabe se de fato isto está na pauta.
No entanto, o deputado avalia que o cargo de chefe do legislativo tem um peso significativo. “Talvez, até maior que muitas secretarias”, ressaltou.
Já sobre a hipótese de Wagner ceder à supostas pressões do PDT, o deputado, vice-líder do PT na AL, disse que conhece bem o gestor e “ele (Wagner) não é o tipo de pessoa que cede à pressão ou chantagem”
O parlamentar petista fez questão de afirmar que desconhece esta história de que o PDT esteja pressionando o governador em busca de apoio à Marcelo Nilo.
Foto: Edson Ruiz// Bocão News