Movimento Passe Livre confirma mais três manifestações nos próximos dias
Neste domingo (30,) um novo protesto acontece a partir das 9h no Campo Grande rumo à Arena Fonte Nova | Roberto Viana
Publicado em 29/06/2013, às 19h31 Juliana Costa (Twitter: @julianafrcosta)
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Mais uma reunião do Movimento Passe Livre aconteceu na tarde deste sábado (29), no Passeio Público, em Salvador. Os vereadores Léo Prates (DEM) e Gilmar Santiago (PT) participaram pela primeira vez da reunião, que contou com cerca de 200 pessoas. Apesar da demora nas deliberações, o grupo confirmou uma manifestação para este domingo (30), com concentração no Campo Grande, às 9h, rumo a Arena Fonte Nova.
Outra manifestação já está confirmada. No desfile de Independência da Bahia, 2 de julho, o movimento vai mais uma vez às ruas. As mesmas bandeiras serão levantadas. Redução da tarifa na passagem de ônibus e o passe livre para os estudantes.
Já na quarta-feira, quando acontece a votação na Câmara dos Vereadores que define a data da audiência pública, mais um ato será realizado. De acordo com o membro de Direitos Humanos da OAB-BA e participante do Movimento Passe Livre, David Mendes, o ato neste dia é simbólico. “Vamos para a frente da Câmara, em mais um ato”.
Para o vereador democrata é preciso que o movimento se articule melhor para que a pauta de reivindicações proposta seja hierarquizada. Assim, haverá maior facilidade da prefeitura em dialogar e realizar os desejos da manifestação. “Já estamos, inclusive, cumprindo uma das pautas que é a abertura das tabelas de lucro das empresas”.
Questionado sobre a possível diminuição no lucro dos empresários para garantir a redução das passagens, o democrata acredita que a margem já está sendo alterada, já que as empresas iniciaram o pagamento do ISS e com a implantação do programa Domingo é Meia. “Só com isso já se mexeu no lucro dos empresários e qualquer ação que a prefeitura faça deve mexer mais ainda, mas vamos analisar as planilhas para ver essas possibilidades”.
Já o petista afirma que os ganhos dos grupos que exploram a atividade tem, sim, que cair para que a população tenha transporte mais barato. “Qualquer ação que a prefeitura faça (para baixar as passagens) vai mexer com o lucro dos empresários. Isso pode e tem que acontecer”, argumentou o líder da oposição. Na sua interpretação, é possível aliar a queda do bilhete e a melhoria do sistema e o processo de abertura da planilha de custos do sistema provará isto.
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