Professores municipais exigem mais que reajuste salarial
Falta de estrutura das escolas prejudicam andamento das aulas | Roberto Viana
Publicado em 17/07/2013, às 09h33 Juliana Costa (Twitter: @julianafrcosta)
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Mais uma manifestação dos professores municipais aconteceu nesta terça-feira (16) em frente a Prefeitura de Salvador. Cerca de 300 professores pediam melhores condições de trabalho, escolas mais estruturas e um projeto pedagógico eficiente. Em assembleia realizada antes da manifestação, os professores decidiram paralisar as atividades nesta quarta-feira (17).
Com faixas e cartazes que pediam melhores condições de trabalho, os manifestantes gritavam: "Se não decidir, ACM Neto vau cair". E ainda: “Os professores vão parar”. Mais uma vez, o prefeito ACM Neto não apareceu e não recebeu os manifestantes.
Professora da Escola Municipal de Ensino Infantil Abdias do Nascimento, Carla Campos, reclama da estrutura das escolas. De acordo com ela, muitas estão depredadas, sem água e saneamento básico. “Isso gera a suspensão das aulas. Não estamos aqui somente pelo reajuste salarial, mas por melhores condições de trabalho e de ensino para as nossas crianças. Nossas escolas estão carentes”.
Outra reivindicação é por melhorias no projeto pedagógico. A falta de profissionais em todas as escolas dificulta o trabalho dos professores. “Este profissional é essencial para a qualidade do nosso trabalho. Temos problemas com a falta de materiais pedagógicos, brinquedos. Muitas vezes precisamos comprar com nosso dinheiro, mas com esse salário aí não tá dando mais”.
De acordo com o presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Silvio Humberto, o colegiado tem visitado escolas da capital para avaliar a situação. Nesta quarta-feira (17), três escolas de Sussuarana serão visitadas. “Nós estamos apoiando essa luta por uma educação de qualidade, que passa, necessariamente, pela valorização do servidor, por uma plano de cargos e salários que se arrasta há 10 anos”.
A categoria exige também a realização de uma audiência pública na Câmara, com a participação dos secretários de educação e gestão.
Na assembleia, a categoria decidiu flexibilizar a proposta da prefeitura, conta a presidente da APLB, Marilene Betros.”Vamos paralisar amanhã para acompanhar as negociações. “Nós decidimos flexibilizar a proposta de 7,97% integral. Já concordamos que seja dividido em duas vezes, sendo que 5,97% retroativo ao mês de maio e o restante seria em novembro também com a retroatividade de maio. Nós ainda queremos que todo o processo seja realizado ainda em 2013 e a concessão em janeiro de 2014. Nós já flexibilizamos o bastante e esperamos que nesta quarta-feira nós tenhamos algum desfecho favorável”.
Reunião - No fim da tarde, uma comissão formada por quatro professores e os vereadores Silvio Humberto e Hilton Coelho debateram com o secretário de Relações Institucionais, Pedro Godinho, a participação do prefeito ACM Neto, nesta quarta-feira (17), quando os professores se concentrarão em frente a Secretaria Municipal de Educação, a partir das 10h.
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