
A vasta bancada governista no Congresso Nacional passa pelo momento mais instável desde o início da administração Dilma Rousseff. A queda de popularidade da presidente possibilitou que setores, principalmente, do PMDB emergissem com expressão nas manifestações contrárias à aliança. Prova inconteste foi dada pelos peemedebistas ao elegerem Eduardo Cunha, desafeto declarado, líder da bancada.
Foi neste clima de instabilidade que o deputado federal Amauri Teixeira (PT) deu um “puxão de orelha”, como definiram os assessores do petista, no presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB). Em nota, veio a cronologia dos fatos: sob pressão de uma delegação de estudantes para aprovar o Estatuto da Juventude, o cacique do PMDB exigiu que os manifestantes ficassem atrás das cadeiras do plenário.
A nota segue: Com dedo em riste, Amauri protestou e cobrou questão de ordem de ‘Henriquinho’. “Nós vamos exigir que esse critério seja adotado para todos. O Presidente da FIESP, Paulo Skaf passeou aqui no meio do plenário, fez lobby perante parlamentares no momento da votação da MP dos Portos. Eu quero tratamento igual para todos, para estudantes, para índios e para empresários”, vociferou o petista sob aplausos entusiasmados dos estudantes.