
Na última quarta-feira (26), a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer tiveram uma reunião. Na pauta, entre outros assuntos, os cargos do segundo escalão no governo da petista para os peemedebistas, entre nomes da legenda de Temer foi ventilado o de Geddel Vieira Lima, que ficaria com a presidência Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que é vinculada ao Ministério das Cidades, pasta comandada por Mário Negromonte (PP).
A reportagem do Bocão News tentou falar com o ex-ministro sem sucesso. Por outro lado, o presidente estadual do PMDB, e irmão de Geddel, deputado federal Lúcio Vieira Lima, não confirmou e nem negou a possibilidade. De acordo com o parlamentar, Geddel é uma liderança nacional do partido, e que em qualquer lista de indicações do partido seu nome deve constar.
Contudo, Lúcio negue que o próprio Geddel esteja trabalhando para assumir algum cargo. “Ele perdeu a eleição e está seguindo a vida dele, cuidando dos negócios e da família. Ele tem viajado pouco e ficado por aqui mesmo. Agora, se o PMDB está discutindo nomes, Geddel deve estar entre os indicados independentes de estar postulando ou não alguma coisa pela função que tem”.
O presidente estadual da legenda ressalta que a própria presidente Dilma declarou que só vai discutir segundo escalão após a reorganização da Câmara Federal, principalmente, da composição da Mesa Diretora, o que deve acontecer após o dia 15.
A despeito das especulações que podem ser ou não confirmadas, seria interessante saber se Geddel estaria disposto a ficar subordinado a Negromonte. Mais que isso é saber se Jaques Wagner, que conta com grande prestigio com os petistas lá de Brasília, vai aceitar a ideia de aproximação entre os principais articuladores do PMDB e do PP, sabendo que os Progressistas e Peemedebistas se movimento para disputa estadual daqui a quatro anos.
Foto: Edson Ruiz // Bocão News