Restos a notar: cúpula petista antecipa decisão e esvazia PED
Definição do cabeça de chapa petista provoca reações |
Publicado em 10/10/2013, às 09h18 Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)
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Praticamente em toda entrevista feita por um jornalista que resulta em uma nota, matéria, reportagem ou em uma publicação de ping pong “sobram” declarações, comentários, análises e o rescaldo que não são utilizados ali. Muitas destas são interessantes, mas ficam de fora por uma razão ou outra. Este é o conceito desta coluna. A ideia é que em conversa de repórter seja com fonte ou entre colegas, tudo que não é off pode ser usado e tudo que é usado.
Processos internos I
A comissão eleitoral do PT divulgou um prazo para “lançar” o nome do partido para a cabeça da chapa de 2014. A decisão foi orquestrada pela cúpula petista e o mentor, segundo fontes do Bocão News, foi o próprio governador Jaques Wagner. A despeito do que pode vir por aí, o que se comenta na rádio corredor da legenda é que este “acordo” esvaziou, numa perspectiva, o crescente e inflamado debate do Processo de Eleição Direta (PED) a ser realizado em novembro.
Processos internos II
O PED Bahia ganhou projeção maior do que supostamente deveria, pois os agrupamentos internos estruturaram as artilharias e o clima ficou beligerante. A influência deste processo comum ao Partido do Trabalhadores na decisão do “cabeça de chapa” posicionou os holofotes da imprensa trazendo a reboque o interesse da sociedade. Como se sabe, o pior fogo é o do amigo.
Processos internos III
A promessa é que a decisão será tomada pelo grupo constituído pelo governador Jaques Wagner, prefeitos petistas com representação na UPB e em consórcios ou associações de gestores, bancadas federal e estadual, além das direções nacional e estadual da sigla.
Processos internos IV
Sobre o grupo, um petista que preferiu o anonimato disparou: balela. A decisão está tomada. O nome é Rui Costa.
Processos internos V
Nas últimas semanas, o nome do secretário José Sérgio Gabrielli voltou a circular com força no partido. O presidente estadual Jonas Paulo teria sido chamado para uma reunião com o diretório nacional, neste tempo, e o comando é: deixar o jogo ser jogado.
Processos internos VI
O senador Walter Pinheiro tem articulado nos bastidores. Evita o embate público. O desempenho nas pesquisas também o favorece. Pesa ainda a favor dele a boa relação com os aliados de outras siglas. O PP bate o pé, mas sabe que Muniz assume uma cadeira no Senado por quatro anos. Neste sentido, o PDT ficaria com a vice. Embora ainda instável, o cenário pode ser ajustado desta forma. Contra o senador, pesam as opiniões de Wagner e de Lula que, não é novidade, não morrem de amores por Pinheiro.
Processos internos VII
Caetano será mesmo candidato a deputado federal. Comenta-se que cumpriu o papel, tentou, mas não conseguiu se viabilizar para a majoritária.
Processos internos VIII
Disseram a este colunista: o choro é livre!
Processos externos I
Lídice da Mata tem articulado e deve mesmo ser candidata. Dificilmente sairá numa chapa “puro sangue”. As costuras para alianças estão acontecendo e a possibilidade maior é que sejam traçadas no cenário nacional. O PDT tem conversado com Eduardo Campos. SDD e Pros são novidades.
Processos externos II
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), continua se movimentando. Acredita que se subir nas pesquisas vai para a briga. Muitos duvidam, mas, comenta-se, que semana que vem haverá evento com a demonstração de força do pedetista.
Processos externos III
O deputado federal João Leão tem operado mais no interior e anda pianinho. Durante muito tempo era figura tarimbada no noticiário. Não tem rugido, mas está vivo.
Processos externos IV
Enquanto os governistas entram em ebulição, Neto, Paulo Souto, Geddel, Gualberto, Aleluia e seus seguidores observam. Para eles, a corda está com os situacionistas.
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