Presidente nacional do PDT aposta alto na candidatura do presidente da Alba
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Publicado em 17/10/2013, às 06h17 Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)
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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, assegurou a candidatura do deputado estadual Marcelo Nilo ao governo do estado. Em conversa com a reportagem do Bocão News, o ex-ministro do Trabalho, contudo, admite a possibilidade de abrir novas negociações. No planejamento, os pedetistas estarão na cabeça da chapa em pelo menos oito estados e no Distrito Federal. Lupi neste breve bate papo contemporizou a saída de quadros do partido que migraram para o Solidariedade criado pelo desafeto Paulinho da Força. Entre uma e outra declaração, o presidente do partido criado por Leonel Brizola criticou as leis eleitorais que permitem o que definiu como “meia fidelidade partidária”. Ainda sobre a candidatura declarou em discurso: o PDT não sairá humilhado deste processo. Para quem está no jogo. As pedras rolam! Confira!
BNews - Presidente Carlos Lupi, este evento é a consolidação da pré-candidatura ao governo do estado do presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo?
Carlos Lupi - Com certeza. Eu penso que Marcelo Nilo é o candidato mais preparado para ser governador da Bahia. É o deputado estadual que mais vezes presidiu a Assembleia. Foi o deputado estadual mais votado. Tem a experiência que conquistou ao gerir o parlamento durante estes sete anos. Isto requer muita experiência, capacidade de articulação e diálogo. Marcelo Nilo, em minha opinião, é o mais preparado para suceder o governador Jaques Wagner. Seja pela sua história, pelo seu conteúdo programático ou pela capacidade de articulação.
As chapas ainda não estão fechadas, quais as possibilidades de compor na chapa encabeçada por um petista?
Eu costumo dizer que ninguém é candidato a vice. A gente tem um candidato a governador. Mas esta (trazer o PDT para a chapa) é uma decisão muito mais do governador do que nossa. Nós temos um senador da República, João Durval, e na pior das hipóteses temos que ter espaço na majoritária. A força que o PDT tem nos credencia a isso. O fato é que se não houver composição, haverá candidatura.
O PDT deve lançar candidatos em quantos estados?
Por enquanto oito estados e no Distrito Federal. Nós vamos ter candidato no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Amapá, Amazonas, Rio Grande do Norte, Brasília e Mato Grosso.
Qual o impacto da criação do Solidariedade no PDT?
O impacto começa por essa legislação absurda que permite a meia fidelidade. Só é infidelidade se for para um partido existente, os novos podem receber. Mas isso é coisa do passado. Cada um que organize sua vida. Deus que os ilumine e a mim não desampare. É só isso que eu tenho a dizer.
Como está a articulação nacional do PDT?
Nosso caminho natural é o apoio à presidente Dilma Rousseff, mas não temos nada defino ainda. Nós só devemos decidir isso no próximo ano. Achamos que a presidente Dilma representa muitos avanços com as conquistas sociais, com os programas sociais. Esta é a tendência, mas só vamos fechar em 2014.
Como o senhor avalia a entrada da ex-senadora Marina Silva no PSB?
É o fato novo e na política a gente tem que observar os quatro lados. Ainda haverá um tempo para repercussão, mas vamos analisar para ver que linha irá tomar este projeto.
Qual a relação entre PDT e PSB
Muito boa. Eu sou amigo pessoal do governador Eduardo Campos. Nós apoiamos ele lá, fizemos o vice governador dele.
Chegaram a levantar a hipótese de uma aliança com socialista. Há conversas a este respeito?
Não chegamos a conversar sobre esta hipótese. Eu não sei se como continuará o nosso diálogo porque não tivemos esta conversa. Mas tenho boa relação com Eduardo Campos.
Como está o PDT no cenário nacional?
Eu não sei exatamente. Tínhamos 27 deputados federais e temos 19. Mas isso é coisa da política. É assim mesmo. Se perde hoje e se recupera amanha. O que pesa hoje, para alguns, é o oportunismo eleitoral. Então, todos aqueles que querem analisar a política olham apenas para os respectivos umbigos. O PDT tem 33 anos de existência, não são 30 dias. O PDT tem uma história, tem a lealdade com o povo e vai, mais uma vez, passar por esta prova.
Em 2012 o senhor veio a Salvador e falou em candidatura. O roteiro está se repetindo?
Marcelo Nilo chegou a ser convidado para chapa naquela ocasião e recusou. Hoje, eu te garanto que Marcelo Nilo não recua em hipótese nenhuma.
Temos um exemplo muito próximo em Salvador que foi o lançamento da candidatura da deputada federal Alice Portugal (PCdoB) à prefeitura de Salvador. Naquele caso, o PT operou e levou uma comunista para a vice. Corre-se o risco disso acontecer com o PDT?
Não corre porque a disputa pela majoritária é uma decisão do diretório nacional. Marcelo Nilo está vocacionado, focado e preparado. Não há outro caminho que não estes três: estar na majoritária, encabeçar a majoritária da base ou ser candidato fora da base.
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