Política

Mais um deslize de Nilo

Imagem Mais um deslize de Nilo
Na abertura dos trabalhos os espaços nas comissões também foram definidos  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 15/02/2011, às 17h06   Luiz Fernando Lima



Na manhã desta terça-feira (15), o governador Jaques Wagner (PT) leu a mensagem de abertura dos trabalhos nas Assembleia Legislativa. Os deputados retornariam às atividades à tarde, mas abortaram o compromisso. Alguns foram pegos de surpresa e se depararam com um plenário fechado quando chegaram para o turno vespertino.

Um dos parlamentares que compõe a base do governo, que estava nos corredores da Assembleia Legislativa comentou com a reportagem do Bocão News sobre o que ele chamou de “ato falho” cometido pelo presidente da Casa, Marcelo Nilo.

De acordo com ele, no impulso de mostrar ao governador que a maioria dos deputados está na base governista, o presidente teria dito algo como “Wagner, você tem aqui nesta Casa 50 deputados na sua base para aprovar os projetos e 13 na oposição para aperfeiçoá-los”.

O comentário não foi recebido com muita simpatia pelos aliados políticos, que declaram que se sentiram desprestigiados com o papel que ficou implícito no discurso de Nilo.

A despeito dos atos falhos e da briga com a palavra, oficialmente o bloco do governo, liderado pelo deputado Zé Neto é composto por 36 parlamentares.

Já a minoria, formado por DEM, PR, PMDB e PSDB, conta com 19 deputados e tem a sua frente Reinaldo Braga (PR) e o último o bloco que, até o momento, se declara independente é constituído pelos representantes do PSC e PTN. Os oito deputados são liderados por Targino Machado.

Neste primeiro momento, a divisão de blocos tem como principal objetivo organizar a distribuição de cargos nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa. Todos os projetos passam por algumas delas antes de seguirem para o plenário, o que torna a ocupação dos espaços relevantes para as forças políticas.

O critério para determinar as cadeiras 
estabelecido pelo regimento da AL é o da proporcionalidade. O cálculo não é muito simples e causa confusão até aos próprios parlamentares.

Com a ajuda de assessores, a reportagem do Bocão News chegou ao espaço que cada bloco tem direito.

São dez comissões temáticas. A base do governo vai ter cinco membros em cada uma delas, enquanto a oposição pode indicar dois e os independentes um. Com relação às presidências, os governistas vão ter seis, a minoria três e os independentes um.

A divisão por partidos vai ser negociada dentro de cada bloco e leva em conta o número de deputados da legenda ou sub-blocos. Estes são agrupamentos que tem o objetivo  de aumentar o poder de negociação de grupos. A exemplo do que aconteceu com o DEM, que elegeu cinco deputados, aliou-se a outros dois do PRP, formando um sub-bloco com sete parlamentares, número que supera os seis do PMDB, dando-lhe a prioridade na escolha de uma presidência de comissão.


Fotos: Edson Ruiz // Bocão News


Matérias relacionadas:
Wagner passa mensagem para base na Assembleia Legislativa

A vez agora é das Comissões na Assembleia Legislativa

Governador confirma reajuste a servidores

PSC vai aderir à base aliada na Assembleia

Wagner anuncia corte de R$1,1 bilhão no orçamento

Marcelo Nilo, o Joel Santana da política

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)