No final da manhã desta terça-feira (18), o sócio-diretor da JCG Construtora e Incorporadora Ltda., Fred Maron Neto, procurou o Bocão News para esclarecer o imbróglio envolvendo a empresa desde que o juiz Benedito da Conceição dos Anjos, determinou a paralisação das obras do empreendimento Vila Santo Antônio, na Ladeira da Barra, em Salvador.
A confusão começou no dia 31 de janeiro, quando a Associação de Moradores da Barra (AmaBarra) protocolou ação judicial contra a Prefeitura de Salvador e a JCG. Segundo a associação, a prefeitura liberou o alvará de construção de forma indevida, pois, dentre outros aspectos legais, o empreendimento não estaria respeitando os parâmetros construtivos em vigor.
Em conversa com a reportagem, o empresário revela que em momento algum a construtora foi procurada para se pronunciar sobre o caso. Fred também chama atenção para a análise técnica que é assinada pela ex-titular da Sucom, Katia Carmelo, acusada de difamação e
condenada mais uma vez à prisão por ter divulgado no passado nome de detentores de transcons em Salvador.

Entre as supostas irregularidades no documento que teria sido montado com indícios para que a construção fosse embargada é apontado que o “empreendimento em fase inicial de implantação, com obras demolitórias das edificações já existentes já executadas. Não há referência nos documentos analisados a solicitação de licença para demolição”.
No entanto, o diretor da construtora rebate e apresenta os alvarás de licença para Demolição e Construção. "Mais uma vez esta senhora distorce os fatos de forma que confunde a Justiça, a opinião pública, gerando danos para quem quer que seja, de maneira irresponsável, ou no mínimo descuidada", dispara.

O empresário faz questão de ressaltar que o projeto foi aprovado pela autarquia há quase dois anos, e obedece a todas as normas técnicas e legais exigidas pela Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos) e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). “As razões alegadas estão equivocadas. Mas nós estamos providenciando laudo técnico e pedindo a revalidação da análise da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) para juntar o processo e derrubar a liminar”, finaliza. A Sucom não se pronunciou sobre o caso.
Publicada no dia 18 de fevereiro de 2014, às 13h56