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8/1: Líder de QG em Brasília rompe tornozeleira e foge do Brasil

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Ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a prisão de Diego Ventura na segunda-feira (12)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/08/2025, às 20h08



Apontado como um dos líderes do acampamento instalado em frente ao QG do Exército em Brasília, Diego Ventura quebrou a tornozeleira eletrônica e fugiu do país um dia após ser condenado a 14 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. 

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou, em 6 de agosto, a Alexandre de Moraes que Diego Ventura havia rompido a tornozeleira eletrônica em 1º julho e que, desde então, o equipamento estava desligado.Na segunda-feira (12), o ministro determinou a prisão do líder do acampamento. 

O acusado está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos e referendadas pelo plenário do STF, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Judiciário", informou Moraes na decisão. 

De acordo com a defesa de Diego Ventura, o cliente "está refugiado em um país onde há respeito à liberdade e à democracia”. 

 "Ele não me informou e nem eu quis saber", disse o advogado Geovane Veras Pessoas ao ser questionado pelo UOL sobre o paradeiro de Diego Ventura. 

Ataques antidemocráticos 

Diego Ventura estava em liberdade provisória, mas tinha que comparecer semanalmente ao juízo. Foi determinado ainda o uso de tornozeleira eletrônica, além do cumprimento do recolhimento noturno.

O Supremo condenou o homem por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. 

De acordo com a Polícia Federal (PF), Diego Ventura ficou 50 dias no acampamento em frente ao QG do Exército na capital federal. Ele atuou na organização e contribuiu com arrecadações financeiras para a manutenção da estrutura. 

Ele participou também da invasão à sede do Supremo.

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