Política

Operação 13 de maio: Prefeitos do PDT na mira da Polícia Federal

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Segundo presidente da legenda, Félix Mendonça, 'partido não vai aceitar erros'  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 13/05/2014, às 18h18   Cíntia Kelly (Twitter: cintiakelly_)



Os prefeitos de Sítio do Quinto, Cleigivaldo Carvalho Santa Rosa, e de Fátima,  José Idelfonso Borges dos Santos, ambos do PDT, devem ser presos a qualquer momento pela Polícia federal. A operação 13 de Maio  investiga desvio de recursos públicos que chegam a R$ 30 milhões e envolve 26 municípios baianos, Aracaju (SE) e Brasília (DF). 

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Prefeito em segundo mandato, Cleigivaldo teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012. Politicamente, ele é ligado ao presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), e o deputado federal Mário Negromonte (PP). 

Fátima - Em 2011, a Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE) ofereceu denúncia contra o prefeito do Município de Fátima, José Idelfonso Borges dos Santos, conhecido como “Nego” e o motorista Arlan Gonzaga dos Santos por crime eleitoral. Os denunciados promoveram, nos dias 2 e 3 de outubro de 2010 distribuição gratuita de combustível a eleitores do município localizado a 328 km de Salvador, a fim de obter-lhes o compromisso de votar nos candidatos apoiados pelo prefeito.

De acordo com a denúncia da PRE/BA, no transcorrer dos trabalhos de fiscalização do processo eleitoral, averiguou-se um movimento atípico de veículos nas proximidades das bombas de abastecimento do Posto de Gasolina JL Auto Posto (nome fantasia Posto Nossa Terra), localizado na Avenida Contorno s/n, Rodovia BA -220, Km 18, no município.


O presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça, disse que o partido vai acompanhar o caso, para só depois decidir o que fazer. “Não aceitamos nada errado, mas precisamos ver o que aconteceu”, disse Félix ao Bocão.


Segundo a Polícia Federal, uma organização criminosa formada por empresários e funcionários públicos, há mais de 10 anos, desviavam recursos públicos que ficavam em uma conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Empresas de fachada e laranjas eram contratados para a realizar serviços de engenharia, de transporte escolar e realização de eventos sociais para o grupo.

Nota originalmente postada às 9h do dia 13

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