Mais de 80% das campanhas proporcionais são financiadas por bancos
Presidente dos Bancários na Bahia critica o financiamento privado |
Publicado em 30/07/2014, às 08h30 Juliana Nobre (Twitter: @julianafrnobre)
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O financiamento público de campanha veio à tona em meio as manifestações populares me junho do ano passado. Neste ano eleitoral nada mudou e as campanhas políticas continuam recebendo ‘doações’ de pessoas jurídicas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Augusto Vasconcelos, em entrevista ao Bocão News nesta terça-feira (29), 82,5% das campanhas para deputado federal em 2010 foram financiadas por bancos e construtora.
“Apenas 90 dos 513 deputados federais são ligados á movimentos sociais ou sindicais. O Itaú financiou 250 campanhas na eleição anterior. O que não deve ser diferente este ano”. Aos olhos do presidente da categoria - que assumiu a gestão no mês passado após uma disputada eleição com dois candidatos ao governo da Bahia – essa tendência deve mudar e a categoria defende o financiamento público de campanha. “Nesse cenário é muito dificil que um trabalhador assuma os espaços de poder, já que as candidaturas são capturadas”.
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Em relação ao cenário eleitoral na Bahia, Vasconcelos aponta que, mesmo com as mudanças dos últimos 10 anos, o estado precisa avançar mais no desenvolvimento econômico e social. A distribuição de renda ainda é deficiente. Dentre as mudanças está o rompimento do ‘tripé macroeconomico’. “Ele está baseado em juros altos, superávit primário que sangra a economia brasileira e a dificuldade do controle cambial”, explica.
Vasconcelos ainda defende a ocupação dos espaços de poder por trabalhadores, mas que isso deve acontecer apenas com a reforma política no país. “Esta é uma eleição que coloca dois projetos na disputa. Com isso acreditamos que os trabalhadores devem assumir posições, participar ativamente da eleição. Agora temos que dar atenção importante à eleição proporcional porque é lá que as coisas acontecem. Eleger uma bancada que dê sustentação às mudanças”.
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