Política
por Rebeca Santos
Publicado em 28/05/2026, às 06h53
Lideranças do governo acreditam que alguns fatores vão fazer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dar andamento à PEC 6×1, que foi aprovada na Câmara na quarta-feira (27).
No começo, havia preocupação no Palácio do Planalto de que Alcolumbre pudesse atrasar a proposta, depois do desconforto causado pela rejeição do ministro da AGU, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Para líderes do PT, a redução da jornada e da escala de trabalho prevista na PEC virou um assunto mais importante que o próprio governo e do que qualquer incômodo de Alcolumbre.
Dois parlamentares do Centrão, ouvidos pela coluna Metrópoles sob reserva, avaliam que o Senado é “populista” e que Alcolumbre não terá como resistir a uma proposta popular como essa em ano eleitoral.
Nas eleições de 2026, dois terços do Senado serão renovados. Isso quer dizer que 54 das 81 vagas da Casa estarão em disputa. A expectativa é que mais da metade dos senadores atuais tentem a reeleição.
Integrantes da articulação política do Planalto dizem que o governo vai trabalhar para que o Senado aprove o texto exatamente como foi acordado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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