Política

Advogado da campanha de ACM Neto se manifesta após decisão do TRE-BA: “Chega a ser engraçado”

Devid Santana / Bnews
Segundo advogado, a ação tenta proibir o que já é proibido pela lei e reforça declaração de ACM Neto de não saber do caso  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 10/09/2026, às 16h40



O advogado e coordenador jurídico da campanha de ACM Neto (União Brasil), Michel Reis, reagiu à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, que proibiu a coligação do candidato de voltar a usar mulheres nuas na campanha. Em declaração ao BNews, o jurista afirmou se tratar de uma reafirmação do que diz a lei e definiu como uma tentativa de “criar uma fato político”.

Na decisão a qual o BNews teve acesso, o desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro determinou que a coligação Unidos para Mudar a Bahia, do postulante a governador, seja proibida de utilizar mulheres nuas ou seminuas para fazer campanha. Caso haja o descumprimento desta decisão, a coligação será multada em R$50 mil.

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Isso é irrisível. Isso já foi explicado, foi uma liderança local que contratou aquelas meninas, não nem sabíamos, porque isso é um ato ilícito. Nós não praticamos nenhum ato que seja ilegal [...] Nos já explicamos, o candidato a deputado Emerson Penalva já explicou, não tem absolutamente nada haver com ACM Neto”, declarou Michel.

Ainda ao Bnews, o advogado afirmou que essa ação não causa dano e tem a única finalidade de “proibir o que já é proibido por lei”. Segundo ele, a ação promovida pela coligação ‘Mais Bahia, Mais Brasil’ tem a única finalidade de requentar uma notícia velha e criar um fato político contra o grupo de oposição.

“Chega a ser engraçado, porque o texto da lei já proíbe. Para mim é uma decisão que é inócua, porque o candidato já explicou que não tem nada haver com isso. O candidato a deputado estadual já explicou que já disse que foi uma liderança que fez isso à revelia do conhecimento dele e se desculpou sobre isso. A ação foi movida para criar um fato político”, declarou. 

O que se quer com essa ação é justamente criar uma fato, fazer com que a imprensa noticie isso [...] é tentar vedar algo que a lei já veda. A intenção é requentar uma notícia velha, de trazer de volta à tona, para chamar a atenção nessa disputa acirrada”, concluiu.

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