Política

Defesa de Augusto Heleno isenta ex-ministro e cita Bolsonaro em articulação golpista

Marcos Corrêa/PR
Para defesa de ex-ministro, Bolsonaro teria atuado diretamente em articulação golpista  |   Bnews - Divulgação Marcos Corrêa/PR
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2025, às 11h58



A defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), declarou que o acusado não teve envolvimento na trama que tentou aplicar um golpe de estado no país. A fala aconteceu durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (25), que vai analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados de tentativa de golpe de Estado.

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Matheus Mayer Milanez, advogado de Heleno, declarou que há "necessidade imprescindível de acesso à integra das provas, e não aos informes de polícia judicial".

"A defesa tem que ter acesso a estes elementos de prova bruta. A defesa tem que ter acesso às mídias, às folhas, às digitalizações. Como há de se defender com base na opinião da autoridade policial?", indagou.

O advogado ainda disse que Heleno não foi citado na delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e que não teve acesso a suposta "agenda" do general. A defesa aponta ainda que os comandantes das Forças disseram que Heleno não esteve em reunião de golpe e que, durante uma live com o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro apenas assistiu Bolsonaro falar.

"Ele ficou sentado, não falou uma palavra, não fez um gesto, não fez absolutamente nada! Quem participou da live, falando e atuando, seria o ex presidente Jair Bolsonaro", apontou Milanez.

Veja a transmissão ao vivo da sessão:

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