Política
A vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) rebateu, nesta quarta-feira (30), as declarações do candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil), que acusou os adversários de recorrerem à “baixaria” na reta final da campanha. Em entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM, a parlamentar afirmou que as críticas relacionadas à Operação Overclean estão baseadas em informações de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
“Não vejo nenhuma baixaria. Acho que a fala de Lula e de Jerônimo está em cima de fatos de uma investigação que a Polícia Federal está fazendo”, afirmou Aladilce. Segundo ela, a operação já ocorre há algum tempo e haveria, na sua avaliação, uma tentativa de impedir o avanço das investigações. “Ele está sendo protegido. Não teve mandado de busca e apreensão porque houve proteção de gente do próprio Judiciário para evitar que a coisa viesse a público”, declarou.
A vereadora também cobrou de ACM Neto explicações sobre as suspeitas mencionadas no âmbito da operação. “O que ele [ACM Neto] deveria fazer é esclarecer as denúncias que estão aí colocadas”, afirmou. Na sequência, Aladilce fez referência a informações atribuídas à investigação sobre contatos do ex-prefeito de Salvador. “O que a Polícia Federal está colocando é que ele era o cérebro de uma organização. Tem duzentas e trinta e tantas ligações, discutindo e orientando aquela operação”, disse.
As declarações ocorreram após ACM Neto publicar um vídeo nas redes sociais criticando a estratégia adotada por seus adversários nos últimos dias da campanha. A manifestação veio após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Salvador e a circulação de publicações de apoiadores do governador Jerônimo Rodrigues (PT) retomando reportagens relacionadas à Operação Overclean.
“Agora, confesso: para chegar a esse nível de baixaria, para chegar a esse nível de ataque, talvez seja a primeira vez em minha vida”, afirmou ACM Neto no vídeo. O candidato acrescentou que os adversários estariam reagindo à possibilidade de uma mudança política no Estado após duas décadas de governos ligados ao mesmo grupo. Aladilce, por sua vez, defendeu que as acusações sejam tratadas como tema político e investigativo, especialmente diante da pretensão de ACM Neto de retornar ao comando do governo estadual. “É uma pessoa que quer ser governador do Estado e está envolvido em falcatruas desse tipo”, afirmou.
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