Política

Alckmin diz que Brasil abriu ‘diálogo’ com EUA sobre tarifaço e usa nova estratégia

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após elogios de Trump a Lula, Brasil busca fortalecer laços comerciais e diversificar mercados  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 29/09/2025, às 10h04



O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta segunda-feira (29) que enxerga um canal aberto de negociação com os Estados Unidos para tentar reverter o aumento de 50% nas tarifas sobre produtos nacionais. A estratégia é a oferta de minerais estratégicos e a atração de data centers. 

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O Brasil quer aproveitar o interesse americano em terras raras e minerais estratégicos para negociar. O diálogo entre os países teve um novo impulso após o aceno do presidente norte-americano Donald Trump ao elogiar "química" com Lula na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. 

O Brasil tem um subsolo maravilhoso né. Nós temos um subsolo muito importante e temos terras raras, minerais estratégicos. Queremos agregação de valor no Brasil. Tem muita possibilidade de integração produtiva", disse em entrevista à CBN. 

"Data center consome muita energia. Então, nós temos boas possibilidades, isenção de impostos para aqueles equipamentos que não têm produção nacional. É um grande estimulo para poder trazer data center para o Brasil e a gente poder ter investimentos aí que extrapolem trilhão de reais", acrescentou o ministro da Indústria e Comércio.

Há cerca de duas semanas, uma ordem executiva da Casa Branca zerou tarifas para celulose e ferro-níquel, produtos de peso na balança comercial do Brasil. Alckmin disse também que o Brasil está diversificando mercados e citou acordos já fechados do Mercosul com Singapura e a EFTA, além da expectativa de assinatura de um pacto com a União Europeia até o fim do ano. Essa combinação de fatores, segundo o vice-presidente, pode impulsionar o crescimento econômico do país. 

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