Política

Alcolumbre condiciona votação da PEC do fim da escala 6x1 a reunião com Lula

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Senador Otto Alencar destaca que a aprovação da PEC enfrentará dificuldades devido ao processo de audiências públicas e indicações de relatores.  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2026, às 15h29 - Atualizado às 15h29



A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 completou, na última quarta-feira (29), dois meses parada no Senado depois de ser aprovada pela Câmara dos Deputados. 

Apesar de ainda não ter definido um relator, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), vem dando indícios de quando deve colocar a pauta em votação. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. 

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De acordo com a publicação, Alcolumbre vem indicando que só colocará a PEC em votação depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reunir com ele. O encontro só deve ocorrer depois do recesso parlamentar, que vai se encerrar na próxima semana.

Previsão só para depois das eleições

Mesmo após dois meses paralisada no Senado, a PEC do fim da escala 6x1 só deve ser votada depois das eleições. A previsão é do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Otto Alencar (PSD). 

Em entrevista exclusiva ao BNews, o senador baiano disse que o Senado tem apenas duas sessões presenciais antes das eleições, uma em agosto e outra em setembro. As demais sessões serão remotas para que os senadores permaneçam em seus estados.  Com isso. Alencar acha difícil que a PEC seja votada antes de 4 de outubro, quando acontece o primeiro turno das eleições deste ano. 

"Eu acho que vai ser muito difícil aprovar essas matérias, porque quando forem indicados os relatores, esses relatores terão que fazer audiência pública, rediscutir o que veio da Câmara. Como nós fazemos sempre: chega na Comissão de Constituição e Justiça, eu indico um relator, o relator faz uma audiência pública, depois da audiência pública, vota na CCJ, depois vai para o plenário", disse o senador.

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