Política
por Daniel Serrano
Publicado em 16/06/2026, às 18h43 - Atualizado às 18h43
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), reagiu nesta terça-feira (16), a uma matéria da revista Veja divulgada na última quinta-feira (11), que liga o parlamentar ao caso do Banco Master.
De acordo com a publicação, uma proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, à Polícia Federal (PF) aponta que Alcolumbre teria recebido US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual.
Durante a sessão desta terça-feira (16), Alcolumbre nega ter recebido qualquer quantia em contas no Brasil ou no exterior. O presidente do Senado ainda chamou a matéria da Veja de falsa e que foi inventada com o intuito de prejudicá-lo.
“Eu repudio, com toda a firmeza e com toda a indignação, o conteúdo dessa matéria. Jamais recebi aqueles valores, ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja. São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama o meu nome, a minha honra, a minha reputação”, afirmou Alcolumbre.
O presidente do Senado destacou ainda que uma acusação tão grave não pode ser publicada sem provas ou evidências.
“O mal já está feito. Nos resta agora investigar a fundo os fundamentos dessas alegações. Se elas, de fato, constarem do acordo de colaboração, se elas, de fato, partiram do colaborador e de sua defesa, tomaremos todas as medidas cabíveis para nos defendermos dessas acusações. Nessa hipótese, caberá a mim demonstrar a falsidade desta narrativa e compreender porque um fato inexistente foi levado às autoridades”, disse.
O senador questionou a quem pode interessar as calúnias contra o presidente do Congresso e pediu apuração rigorosa de todos os responsáveis pela mentira.
"Esse não foi um ataque dirigido apenas ao senador Davi Alcolumbre. Foi um ataque ao Senado, ao Poder Legislativo e à sua autonomia. E faço aqui um apelo aos senadores e às senadoras desta Casa: não podemos permitir que isso se torne uma prática normal no nosso país. Não podemos admitir que autoridades públicas, instituições ou qualquer cidadão sejam desmoralizados com base em fatos inventados e acusações absolutamente sem nenhuma prova", declarou.
"Esse ataque pessoal e institucional será defendido com as armas da lei, da justiça e da verdade. Da cadeira da Presidência do Congresso Nacional, eu reafirmo a Vossas Excelências: não serei intimidado, não serei ameaçado, não serei constrangido, nem serei chantageado", acrescentou.
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