Política

Aleluia revela recuo de secretária da Sefaz em projeto de desapropriação de imóveis e diz que confiança na política foi quebrada

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Aleluia afirma que duas emendas foram acordadas, mas critica mudanças de posição da secretária da Fazenda do Município  |   Bnews - Divulgação Joílson César / BNews / Arquivo
Redação BNews com informações de Caroline Papa

por Redação BNews com informações de Caroline Papa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 10/12/2025, às 16h20 - Atualizado às 16h27



O vereador Alexandre Aleluia (PL) criticou a secretária da Fazenda do Município, Giovanna Victer, durante sessão na Câmara de Salvador, nesta quarta-feira (10). O embate girou em torno do Projeto de Lei nº 422/2025, que autoriza a desapropriação de imóveis urbanos por leilão. 

O projeto de lei enviado pelo prefeito Bruno Reis (União) para Casa Legislativa autoriza a Prefeitura a desapropriar imóveis urbanos por meio de leilão, desde que sejam declarados de interesse público. A medida pode ser usada para renovação urbana, regularização fundiária ou outros objetivos previstos no Plano Diretor.

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Aleluia disse que havia acordo para três emendas. Duas teriam sido consolidadas. A terceira ficou em aberto. “Construímos o texto de três emendas. Duas das três emendas foram concordadas, acordadas e consolidadas naquele momento”, afirmou.

Segundo o vereador, a secretária recuou. “Por surpresa, no momento, foram tidas como não acordadas”, disse.

Nos bastidores, a avaliação é que Giovana Victer teria mudado de ideia para não desagradar o prefeito.

Durante o discurso, Aleluia destacou a importância da confiança na política. “Aqui existe algo, que é o fio do bigode, né? A confiança. Aliás, política é isso, confiança. Política diferente do meio empresarial. O qual eu vim, que tem contrato, né? Tudo em papel. Política é conversa e confiança.”

Ele também criticou reuniões informais com secretários. “Infelizmente, como foi uma reunião informal, não temos ata da reunião. Mas temos 20 testemunhas, que eu acho que, inclusive, vale mais que ata.”

O vereador disse que não pretende mais participar de encontros fora das comissões. “Agora, a reunião tem que ser como dito na emenda. Reunião de comissão.”

Aleluia encerrou reafirmando sua posição. “Eu rasguei o papel das emendas, mas continuo com a convicção que a propriedade privada deve ser defendida. Se não for para isso, para que serve o parlamento?”

O projeto deve voltar à pauta no dia 17 de dezembro.

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