Política

Alexandre de Moraes bloqueia R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, aliado de Flávio, após viagem a Miami

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Investigado por esquema de lavagem de dinheiro, advogado viaga para Miami em meio à revelação de proximidade com Flávio Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 24/10/2026, às 08h26



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República. A ordem foi expedida na sexta-feira (23), após a Polícia Federal identificar que ele viajou para Miami, nos Estados Unidos, e comunicar ao magistrado.

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Moraes também ordenou quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado.

Willer ficou conhecido nos últimos meses no contexto da campanha eleitoral do segundo turno por ter uma relação de amizade com Flávio. Em entrevistas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que mantém apenas relações pessoais com Willer Tomaz e negou ter relações comerciais com o advogado.

A decisão foi tomada dentro do inquérito que apura a existência de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Willer e Flavio. A partir dos dados da nuvem de Willer, a PF encontrou um e-mail que mostra Flávio cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária conjunta com Tomaz.

Willer é formalmente investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O valor bloqueado se refere a bens móveis, imóveis, aviões e barcos. Em agosto, Willer foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos nas aposentadorias e beneficiários do INSS. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados sobre a decisão para efetuarem os bloqueios determinados, segundo o ministro. Com a ordem de quebra de sigilo, as instituições bancárias deverão fornecer todos os dados bancários de Willer Tomaz, incluindo a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

A PF menciona registros de festas, encontros e reuniões entre Willer e Flávio, pagamentos de viagens ao parlamentar.

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