Política

Aliado de Flávio Bolsonaro admite participação societária em empresa investigada pela PF

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Willer Tomaz havia negado ser sócio da Rio Pag, que faturou R$ 188 milhões em contrato com a Loterj; advogado afirma ter participação indireta na companhia  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 21/10/2026, às 08h53



Investigado pela Polícia Federal e aliado de Flávio Bolsonaro (PL), o advogado Willer Tomaz admitiu em um email a uma instituição financeira ser sócio da Rio Pag, operadora dos pagamentos de apostas de lotéricas e bets da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). 

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De acordo com a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a PF localizou a mensagem no celular apreendido de Willer.

O serviço, alvo de investigação, era prestado através de um contrato controverso firmado na gestão de Cláudio Castro (PL), também aliado de Flávio, quando a autarquia era presidida por um advogado que atuava com Willer em tribunais superiores.

O advogado vinha negando que tinha relação societária com a Rio Pag e alegando ser apenas o advogado da companhia.

Willer foi questionado sobre o assunto ao O Globo, e admitiu manter “participação indireta” na empresa por meio de “uma cadeia de sociedades regularmente constituídas, registradas nas Juntas Comerciais e com administração própria”.

Mesmo com isso, ele diz não integrar “a gestão de nenhuma das sociedades da cadeia”.

De acordo com o UOL, a Rio Pag faturou R$ 188 milhões com o contrato da Loterj desde a assinatura do contrato, em 2023. A autarquia, por sua vez, recebeu R$ 45,2 milhões pelas apostas no mesmo período.

Veja a nota de Willer Tomaz

"Não há nada oculto nem "de fato". A Rio Pag pertence à Capital Pretium, que é integralmente detida pela Embrasis, cujas ações pertencem a sociedades das quais Willer Tomaz é acionista. Trata-se de participação indireta, em uma cadeia de sociedades regularmente constituídas, registradas nas Juntas Comerciais e com administração própria. Toda essa estrutura foi declarada, por escrito e espontaneamente, ao compliance de um banco regulado pelo Banco Central. Chamar de "admissão" uma informação pública e formalmente declarada é inverter os fatos.

A atuação direta de Willer Tomaz junto à Rio Pag sempre foi como advogado, e ele não integra a gestão de nenhuma das sociedades da cadeia. Willer Tomaz jamais movimentou, como pessoa física, conta da Rio Pag.

Transformar informação pública em "revelação", a partir de mais um relatório sigiloso vazado em plena reta final de campanha, é um absurdo. Qualquer publicação que omita ou distorça o que consta desta nota será objeto das medidas judiciais cabíveis contra o veículo e os responsáveis."

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