Política

Aliados de Bolsonaro querem usar Trump para reverter inelegibilidade de ex-presidente; saiba como

Alan Santos/Presidência da República
Para que o plano seja “facilitado”, Kássio Nunes Marques precisaria assumir a presidência e André Mendonça como vice do TSE  |   Bnews - Divulgação Alan Santos/Presidência da República
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2024, às 08h56



Aliados de Jair Bolsonaro (PL) acreditam que Donald Trump será eleito presidente dos Estados Unidos nas eleições deste ano no país. A vitória de Trump é tida como fundamental para que Bolsonaro consiga reverter a sua inelegibilidade e consiga disputar o comando do Palácio do Planalto em 2026. A informação é da coluna de Bela Megale, no Globo.

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De acordo com a publicação, pessoas próximas a Bolsonaro dizem que Trump já teria se comprometido, caso eleito presidente dos EUA, a pressionar o governo e o Judiciário brasileiro para que o ex-presidente recupere seus direitos políticos. Integrantes do PL revelaram que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro, já teve uma conversa com Trump há cerca de quatro meses sobre o tema. Eduardo é apontado como a principal ponte do pai com líderes da extrema direita de fora do Brasil.

Ainda segundo a coluna, Bolsonaro e aliados acreditam que Trump deverá fazer pressão sobre os ministros Supremo Tribunal Federal (STF), usando o mesmo argumento de que o ex-presidente brasileiro seria um perseguido político, ignorando as investigações contra na Justiça Eleitoral e a Polícia Federal.

Bolsonaro acredita que essa pressão Trump possa fazer o Judiciário reverta sua condição de inelegível. Para isso, o ministro Kássio Nunes Marques precisaria assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e André Mendonça como vice na Corte Eleitoral durante as eleições de 2026. Bolsonaro foi quem indicou os dois ministros para o STF.

Por outro lado, membros do Itamaraty avaliam a estratégia de Bolsonaro e aliados como “um tiro no pé”, por entenderem que qualquer tentativa de interferência por parte Trump na política brasileira pode recrudescer a atuação do Judiciário em relação a Bolsonaro.

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