Política

Aliados de Lula avaliam saída de Jaques Wagner da liderança do governo após operação da PF

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Senador Jaques Wagner enfrenta pressão para se afastar da liderança após operação da Polícia Federal  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PT-BA
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 18/06/2026, às 13h21



Os integrantes do governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) pode deixar a liderança do governo no Senado após ter sido alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18), segundo informações divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

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Nos bastidores do Palácio do Planalto, a leitura é de que a permanência de Wagner no posto se tornou mais delicada diante do avanço das investigações, embora o senador mantenha uma relação histórica e de proximidade com Lula, construída ao longo de décadas da liderença pestista em território brasileiro.

Além do desgaste provocado pela operação de busca e apreensão, interlocutores do governo também atribuem ao líder participação em articulações que antecederam derrotas recentes do Executivo no Congresso, entre elas a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Ainda segundo Gadelha, a expectativa entre aliados é que o próprio senador tome a iniciativa de se afastar da função para concentrar esforços em sua defesa e também na agenda política e eleitoral.

Publicamente, a tendência é que Lula mantenha o discurso de defesa do direito ao contraditório e ao devido processo legal, ao mesmo tempo em que sustente que as investigações devem seguir normalmente. Integrantes do governo afirmam que o entendimento é de que os fatos relacionados ao chamado Caso Master precisam ser esclarecidos.

Segundo pessoas próximas ao presidente, Lula deve conversar pessoalmente com Jaques Wagner nos próximos dias para discutir os desdobramentos políticos e o futuro da liderança do governo no Senado.

Jaques Wagner passou a integrar o foco da investigação após a análise de mensagens extraídas do celular do banqueiro Augusto Lima, que apontariam suposta atuação do senador em pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional.

Entre os pontos investigados estão o apoio à ampliação do crédito consignado e uma proposta apelidada nos bastidores de “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira. A Polícia Federal apura ainda suspeitas de eventual recebimento de vantagens indevidas.

Entre os itens mencionados na investigação estão um imóvel em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outros benefícios que, segundo a apuração, poderiam alcançar ao menos R$ 3 milhões.

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