Política

Alice Portugal associa celebração da Independência da Bahia à defesa da soberania e da democracia

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A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) conversou com o BNEWS nesta quinta-feira (25)  |   Bnews - Divulgação Reprodução


A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou nesta quinta-feira (25) que a realização da primeira edição do projeto Justiça em Território – Presença que Transforma, em Cachoeira, reforça a importância histórica da luta pela Independência da Bahia e serve como símbolo de defesa da soberania nacional e da democracia em um contexto de desafios políticos contemporâneos.

Pela primeira vez, a cidade de Cachoeira sediou uma sessão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A iniciativa tem como objetivo aproximar o Poder Judiciário da população e fortalecer sua atuação no interior do estado.

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Durante o evento, realizado em uma das datas mais emblemáticas do processo de Independência do Brasil na Bahia, a parlamentar destacou o protagonismo do povo baiano nos confrontos contra as tropas portuguesas que antecederam a consolidação da emancipação brasileira.

“Esse é um momento simbólico, histórico, que marca a natureza da luta do povo baiano. Em 25 de junho, antes do 7 de setembro, o povo enfrentou os navios portugueses aqui no Rio Paraguaçu com paus e pedras, após o atingimento do Tambor Soledade, rebelou-se, queimou as naus e a guerra se estendeu com mais de dois mil mortos até 2 de julho de 1823. Essa é uma marca indelével da combatividade do povo baiano e da garantia da independência”, declarou.

Alice também relacionou o significado do ato ao cenário político atual, afirmando que a preservação da soberania nacional exige a valorização da memória histórica do país.

“Neste momento, com o que nós estamos vivendo, com ataques à soberania nacional, com o presidente dos Estados Unidos determinando grupos da bandidagem como grupos terroristas para ter o direito de invadir território nacional, relembrar os heróis da independência, relembrar a bravura do povo baiano e brasileiro é determinante para demarcar as nossas cores, a nossa bandeira e a nossa nacionalidade”, disse.

Questionada sobre os riscos à democracia brasileira diante do crescimento de forças políticas identificadas por ela como de extrema direita, a deputada avaliou que o regime democrático ainda apresenta fragilidades.

“A nossa democracia é jovem e frágil, tanto que tivemos quatro anos da extrema direita à frente do país, derrotando vitórias sociais, fechando ministérios, atrasando vacinas, instalando uma cultura de ódio e de negacionismo à ciência. A história não caminha em linha reta e não é só aqui, mas em outras democracias”, afirmou, citando os Estados Unidos como exemplo.

A parlamentar também comentou a ação judicial envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA). Para ela, o petista terá a oportunidade de apresentar esclarecimentos e sustenta que a venda da rede Cesta do Povo não ocorreu para o grupo Master.

“Todo mundo tem direito à defesa e à presunção de inocência. Acredito que o senador Jaques Wagner fará sua defesa. Ele já deixou muito claro que quando a Cesta do Povo foi privatizada, vendida, ela não foi vendida ao grupo Master porque ele sequer existia. Relações interpessoais não são ilegais, então eu acredito que ele agora dedicará esse tempo à sua defesa e a Bahia seguirá sua marcha pela democracia”, declarou.

Ao defender tratamento isonômico por parte das autoridades, Alice Portugal citou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que medidas semelhantes às adotadas em outros casos também deveriam alcançá-lo.

“Quem pediu dinheiro, que já está provado, para fazer filme, chama de ‘meu irmão’ um bandido, esse não teve porta arrombada. Nós queremos tratamento igual para todos para que a justiça prevaleça e não haja perseguições em nosso país”, afirmou.

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