Política

Amiga de Lulinha revela motivo por trás de ordem para 'sumir com telefones' após ação da PF

Agência Brasil / Arquivo
Advogado nega que pagamentos de R$ 300 mil tenham relação com o filho do presidente, afirmando que serviços foram prestados.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil / Arquivo
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2026, às 18h35 - Atualizado às 18h35



Os advogados da empresa Roberta Luchsinger apresentaram uma nova justificativa para as mensagens que ela aparece orientando o empresário Antônio Camilo, o Careca do INSS, a se desfazer dos aparelhos telefônicos após uma operação da Polícia Federal (PF).

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Em entrevista à GloboNews, concedida nesta quarta-feira (18), o advogado Bruno Salles garantiu que a reação da empresária ocorreu em momento em  que estava sob "estado de pânico" ao saber que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estava na mira da CPMI INSS.

De acordo com o advogado, Roberta temia a "exposição natural" que o nome do amigo carrega por ele ser filho do presidente. 

"Ela diz: 'acharam o envelope com o nome do nosso amigo'. Ela estava preocupadíssima porque o nome do Fábio sempre traz uma exposição natural. Ela é muito amiga dele e sabe que qualquer coisa que apareça pode causar uma grande confusão", afirmou Salles.

Ainda segundo o advogado, Roberta ficou aflita assim que soube da apreensão do envelope pela imprensa, pelo receio de que o conteúdo seria usado como munição política independentemente da gravidade. Foi sob esse estado de incerteza que ela enviou a mensagem mandando o empresário "sumir com os telefones".

Roberta é investigada pela Polícia Federal pela suspeita de ser uma "ponte" para os repasses do Careca do INSS a Lulinha, focando em pagamentos de R$ 300 mil mensais. Ao ser questionado sobre uma mensagem de Camilo citando o pagamento ao "filho do rapaz", o advogado negou que fosse uma referência ao filho do presidente. 

"O valor de R$ 300 mil está dentro do mercado bilionário farmacêutico. O serviço foi prestado e está materializado na alteração de normas da Anvisa. Nenhum real foi transferido para o Fábio", afirmou o advogado.

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