Política

Análise: O que está por trás da candidatura de Aroldo Cedraz ao Senado na Bahia?

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Aroldo Cedraz, que se aposentou recentemente, pode ser uma peça chave nas articulações políticas para o Senado na Bahia.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 12/03/2026, às 20h29



A surpreendente aparição do nome do ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, em pesquisas de intenção de voto para o Senado tem levantado uma pulga atrás da orelha nas rodas da política baiana. Até recentemente fora do radar das articulações eleitorais, o magistrado passou a figurar em levantamentos recentes, incluindo o divulgado nesta quarta-feira (12) pelo instituto Real Time Big Data. Na tabela, ele teve 11% das intenções de voto em um dos cenários.

Apesar da presença nos levantamentos, Cedraz tem se mantido em silêncio até o momento e nunca deu indícios publicamente de que será realmente candidato. A última aparição foi no dia 25 de fevereiro, quando acompanhou uma sessão no TCU, um dia antes de completar 75 anos (idade que lhe impôs uma aposentadoria compulsória). Nos bastidores, entretanto, o surgimento do nome do baiano em pesquisas é visto como parte de uma possível movimentação política.

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Em fevereiro deste ano, chegou a circular na imprensa a informação de que o Solidariedade (SD), presidido na Bahia pelo deputado estadual Luciano Araújo, primo de Cedraz, poderia migrar para a base do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Na ocasião, procurado pela nossa reportagem, Araújo negou a possibilidade e reafirmou a permanência do partido na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Fontes ouvidas pelo BNews afirmam, contudo, que Aroldo Cedraz teria interesse em compor uma eventual chapa de ACM Neto na disputa pelo Senado. O cálculo político considera que o Solidariedade não tem peso para integrar chapa majoritária de Jerônimo na disputa pela Casa Alta. Portanto, restaria apenas o grupo carlista como destino de Cedraz.

A ligação de Cedraz com a oposição na Bahia também é histórica: ele se elegeu deputado federal nos anos 90 no guarda-chuva de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007). O último partido dele antes de ingressar no TCU, inclusive, foi o DEM (precursor do União Brasil).

Pelo que se diz, também há a esperança de que, caso o escândalo envolvendo o Banco Master atinja fatalmente João Roma (PL) e torne a candidatura do bolsonarista inviável, o nome de Cedraz poderia ser colocado à mesa nas negociações para a composição da chapa de Neto.

Se será apenas um balão de ensaio ou o primeiro passo de uma candidatura real, ainda é cedo para afirmar. Aroldo Cedraz não foi encontrado para comentar o assunto.

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