Política
A pouco mais de dois anos das eleições municipais de 2028, os bastidores da política baiana já começam a se movimentar em torno da sucessão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Embora o cenário ainda esteja aberto e sujeito a mudanças, alguns nomes já aparecem como potenciais candidatos e articulam espaço dentro de seus respectivos grupos políticos.
No campo governista municipal, a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil) desponta como uma das principais apostas. Integrante do grupo liderado por Bruno e ACM Neto, ela afirmou recentemente que está preparada para disputar o Palácio Thomé de Souza caso seja escolhida por sua base política. Nos bastidores, é vista como sucessora natural do atual prefeito por sua proximidade com a gestão e por ocupar o cargo de vice pela segunda vez consecutiva.
Por outro lado, dentro do mesmo grupo, ganha força o nome do deputado federal Leo Prates (Republicanos). Ex-secretário municipal da Saúde e amigo íntimo de ACM Neto, ele já tem o aval do presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, que o apontou como seu candidato para a disputa de 2028. A movimentação reforça o desejo do partido da Igreja Universal de ampliar seu protagonismo na capital.
Na oposição, o deputado estadual Robinson Almeida surge como uma das alternativas do PT. Após ter colocado seu nome à disposição na disputa passada, ele voltou a afirmar que pretende concorrer para valer. Robinson defende a construção de um projeto alternativo para Salvador.
Ainda no campo petista, o nome da ministra da Cultura, Margareth Menezes, passou a circular nos bastidores políticos. A possibilidade de uma candidatura em 2028 tem sido ventilada por aliados da cantora, embora a movimentação ainda seja vista com cautela dentro do próprio PT. O fato de Margareth ainda não ser filiada à legenda contribui para as dúvidas sobre a viabilidade do projeto neste momento, já que a base da sigla quer escolher um militante orgânico para a vaga.
Pela esquerda, também aparece o professor Kleber Rosa, uma das principais lideranças do PSOL na Bahia. Após ter ficado em segundo lugar na corrida municipal de 2024, ele já declarou que pretende voltar a disputar o comando da capital. Em seus discursos, o militante defende uma mudança profunda na administração da cidade e afirma que Salvador precisa romper com estruturas políticas históricas que, segundo ele, ainda influenciam a condução do município.
O resultado das eleições de 2026 para governador, senador e presidente da República deverá influenciar diretamente a formação de alianças e o fortalecimento dos grupos políticos que disputarão o comando da capital baiana. Não está descartada, por exemplo, uma nova candidatura do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), caso ele seja novamente derrotado na corrida contra Jerônimo Rodrigues ao Governo da Bahia no final do ano. Apesar das movimentações iniciais, o cenário para 2028 ainda está longe de ser definido.
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