Política

André Porciúncula diz que adquiriu casa nos EUA com empréstimo imobiliário

Paulo M. Azevedo / BNews / Arquivo
O ex-secretário nacional da Cultura, André Porciúncula, disse que adquiriu imóvel nos EUA por meio de empréstimo bancário  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNews / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 22/05/2026, às 18h11



O ex-secretário nacional de Cultura do governo Bolsonaro, André Porciúncula, respondeu nesta sexta-feira (22), pelas redes sociais, às cobranças feitas pelo comentarista Rodrigo Constantino sobre a origem dos recursos usados para adquirir uma casa nos Estados Unidos. Em uma sequência de publicações no X, Porciúncula afirmou que o imóvel é de sua propriedade e negou qualquer irregularidade na compra.

“Moro aqui de maneira legal, trabalho e me sustento. Moro nessa casa há dois anos de aluguel e só agora consegui um empréstimo imobiliário que me permitiu começar o sonho da casa própria”, escreveu. Segundo ele, a aquisição do imóvel ocorreu após anos vivendo legalmente no país e com financiamento regular. “Digo começar, porque há uma longa estrada de pagamentos para quitar essa dívida feita”, acrescentou.

A manifestação ocorre em meio às suspeitas investigadas no Brasil sobre a destinação de recursos ligados à produção do filme Dark Horse. A Polícia Federal suspeita que valores doados pelo empresário Daniel Vorcaro, intermediados pelo senador Flávio Bolsonaro, possam ter sido utilizados para a compra de uma residência atribuída ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Diante da repercussão, Porciúncula veio a público para afirmar que a casa, na verdade, pertence a ele.

No texto publicado, o ex-secretário criticou as acusações e disse estar sendo alvo de perseguição. “Ao que parece, segundo Constantino e a matilha na mídia que ele colocou em minha cola, eu não tenho o direito de fazer um empréstimo imobiliário, depois de três anos morando aqui”, afirmou. Como argumento, Porciúncula sustentou que a redução de patrimônio registrada no Brasil ocorreu em razão da saída fiscal e da retirada gradual de bens do país.

“O que para mim é prova de honestidade, uma declaração de renda completamente compatível à minha vida de classe média quando eu morava no Brasil, virou, segundo Constantino, a prova de culpa”, escreveu. Ele ainda afirmou que seu histórico financeiro seria compatível com a renda declarada: “Qualquer pessoa normal diria: o sujeito passou anos administrando bilhões e nunca colocou nada no bolso, e a declaração de renda é uma prova disso”.

Por fim, Porciúncula afirmou manter uma vida de classe média nos Estados Unidos, com renda formalizada e tributos pagos. “Levo uma vida de classe média padrão, nos EUA, com tudo declarado e todos impostos pagos. Graças a Deus eu não sou um parasita, sei trabalhar, possuo duas graduações e ainda fui ex-secretário de governo”, concluiu.

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