Política
Publicado em 12/06/2025, às 06h42 Rebeca Santos
O senador Angelo Coronel (PSD-BA), padrinho político do coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) na Bahia, Rafael Guimarães, confirmou que pode ser o parlamentar mencionado em conversas gravadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Overclean.
Segundo informações do Metrópoles, os diálogos envolvem Guimarães e o empresário Alex Parente, preso na primeira fase da operação. O coordenador do Dnocs demonstra preocupação com o bloqueio de "muito dinheiro" de um senador, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na gravação, Guimarães e Parente discutem as medidas do ministro Flávio Dino, que em agosto de 2024 suspendeu pagamentos de emendas parlamentares e exigiu maior transparência do Congresso.
A Allpha Pavimentações, empresa de Parente, é alvo da Overclean e possui contratos de mais de R$ 150 milhões com o Dnocs, muitos custeados por emendas do orçamento secreto.
Guimarães relata que várias obras do Dnocs eram financiadas por emendas e expressa temor em relação aos recursos do senador.
“Todas (emendas), todas, entendeu? Não tem TED, mas a maioria TED foi equipamentos. Obra, que deu [inaudível] foi emenda. Emenda do senador, inclusive. Muitos recursos, dinheiro do senador. Então, velho, preocupado, porque… Muita, muita, muita pressão aí, velho”.
A identidade do senador não é explicitada na gravação. Procurado pela coluna, Rafael Guimarães não respondeu aos questionamentos.
“Ainda acho que é uma pessoa séria, a Polícia Federal não teve nenhuma prisão dele, então até que me prove o contrário, a pessoa pra mim é inocente”.
Ao ser questionado se seria o senador referido, Coronel admitiu: “Eu coloquei emenda. Se ele cita senador, eu sou um dos citados, porque eu coloquei. As minhas todas colocadas nos órgãos, tá tudo lá”. Ele confirmou ter destinado emendas ao Dnocs em 2020.
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