Política

Angelo Coronel recua após comparar PT ao nazismo: "Má interpretação"

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Em evento, Coronel evita polêmica e fala sobre a importância da unidade entre os partidos na Bahia.  |   Bnews - Divulgação BNews


Após causar polêmica ao comparar a hegemonia petista na possível chapa majoritária baiana de 2026 ao regime nazista de Adolf Hitler, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) tentou baixar a temperatura do debate e evitou comentar diretamente a controvérsia. Ele esteve presente na posse festiva do presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, na noite desta quinta-feira (24). 

Questionado sobre o impacto de suas declarações, dadas em entrevista a uma rádio de Jequié, Coronel preferiu não rebater as críticas e disse que houve uma "má interpretação". "Na verdade, é uma má interpretação. O que me referi, é que o governador Jerônimo [Rodrigues] está bem posicionado no Estado, coisa que não está acontecendo com o governo federal. Então, a gente tem que distinguir que o PT nacional é uma coisa e estadual é outra. Mas mantemos a unidade, não tem nenhum racha, a não ser que queiram rachar comigo. Da minha parte, eu estou com a minha cabeça tranquila, mas eu tenho o direito de expressar o meu sentimento. Vim da roça e aprendi com o meu pai que você nunca deve ficar calado ao expor opiniões", declarou.

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Ele também adotou um tom institucional ao falar da própria chapa e a possibilidade de migrar para o PP, que agora vai anunciar uma federação com o União Brasil. “Eu sou um homem de partido. Vou seguir a direção partidária [do PSD], tanto a estadual, aqui do meu amigo e irmão, líder Otto Alencar, bem como do meu líder nacional, Gilberto Kassab”, afirmou.

Apesar do recuo retórico, Coronel deixou no ar a possibilidade de rever sua posição dentro da base, caso o PSD seja excluído das negociações. “A minha candidatura à reeleição está mantida”, reforçou, ainda que o clima entre os aliados esteja longe da harmonia.

Entenda a confusão - Na entrevista para a rádio  95 FM, Coronel criticou o fato de o PT indicar Jaques Wagner e Rui Costa para ocupar as duas vagas ao Senado no ano que vem, inviabilizando a sua própria candidatura dentro da base de Jerônimo.

"Antigamente, os alemães, os nazistas, Hitler queria sempre manter uma raça pura. Sem nenhuma conotação ao extremo passado, mas inadmissível o PT, de quatro (vagas na chapa majoritária), ele querer três. E, se o MDB se abrir, ele quer fazer até quatro cargos da chapa. Isso é inadmissível. A política é aliança. É a arte de somar e ninguém pense que a situação está assim essa cola-cola, essa bondade toda para ter essa potência de querer achar que pode fazer uma chapa completa só com um partido", disse Coronel, na ocasião.

“O PSD não concorda com isso (do PT ter três nomes na chapa). Nós somos aliados e a aliança sempre tem um prazo de validade. Se o grupo que está dominando a Bahia, está com o poder, achar que deve excluir o PSD da chapa, Angelo Coronel, vamos sentar com o diretório estadual e nacional para ver qual o rumo que vamos tomar”, completou.

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