Política

Ao BNews, José Dirceu quebra o silêncio em Salvador e detalha plano para retomar cargo após cassação

Tácio Caldas / BNews
Bnews - Divulgação Tácio Caldas / BNews

Publicado em 06/02/2026, às 17h32   Daniel Serrano e Tácio Caldas



O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu está nesta sexta-feira (6) em Salvador para participar do evento que celebra o aniversário de 46 anos do PT.  

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Ao BNews, Dirceu confirmou ser pré-candidato a deputado federal na eleição deste ano, que, segundo o ex-ministro, ainda precisa ser aprovada pela convenção do PT que será realizada em julho.  

Dirceu defendeu ainda que o PT deve se empenhar nas eleições em São Paulo, tanto ao Senado quanto ao Governo do Estado. 

" [A pré-candidatura] Está confirmada no sentido que eu fui convidado pelo presidente Lula, apresentei meu nome. Vai haver uma convenção em julho, eu devo ser aprovado como um dos candidatos, com o objetivo de reeleger os atuais, que são 11 deputados, inclusive um do PCdoB, na nossa federação, e ampliá-la e disputar o governo de São Paulo", afirmou. 

"O objetivo principal nosso é eleger o presidente Lula, mas eu advogo que nós passamos uma chapa para disputar o governo de São Paulo para valer. E eleger um senador, já tivemos o Eduardo Suplicy como senador, o Aloysio Mercadante, a Marta Suplicy. Temos condições de eleger um senador, e temos sim condições de disputar São Paulo com o Tarcísio Flores. Não é verdade que ele é invencível, que ele está eleito", emendou.

Dirceu ainda negou que o seu retorno à política seja para tentar melhorar a relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso Nacional em caso de uma reeleição do chefe do Executivo. 

"[O objetivo é] aumentar a presença dos partidos que apoiam o presidente Lula, o programa do presidente Lula, porque nós elegemos o presidente Lula, mas vários partidos que têm outro programa acabaram apoiando o governo dele por acordos políticos, vamos dizer que quatro partidos. Tirando o MDB, que já foi aliado histórico nosso, que tem um setor que sempre apoia o presidente Lula, nós temos a União Brasil, o PP, o PSD e o PR, que apoiam o presidente Lula, mas não marcharão com o presidente Lula nessa campanha. Alguns estados do PSD marcharão, talvez a maioria do MDB possa apoiar o presidente Lula", disse.

" O importante é crescer a bancada dos partidos de centro-esquerda, esse é o nosso objetivo principal. Eu faço parte de um dos novos candidatos, pode dizer assim, eu já fui deputado, também porque eu fui cassado pela Câmara politicamente e quero voltar pelas portas da frente com o voto do povo de São Paulo", finalizou. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)