Política

Após 11 anos, PT quita dívida milionária com marqueteiro preso na Lava Jato

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O pagamento foi homologado pelo Tribunal de Justiça e declarado à Justiça Eleitoral, encerrando a dívida de R$ 9 milhões.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Tv Cultura
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 23/07/2025, às 10h25 - Atualizado às 10h26



Depois de 11 anos, o diretório nacional do PT quitou uma dívida milionária que tinha com o João Santana, marqueteiro preso na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro, e a sócia e esposa dele, Mônica Moura, referente à campanha de Dilma Rousseff à reeleição em 2014. As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

A dívida foi quitada em maio deste ano, quando o partido pagou R$ 2,3 milhões à Polis Propaganda e Marketing, empresa do casal, colocando um ponto final no imbróglio judicial que durava sete anos. O valor está presente na prestação de contas anual da legenda. 

Em nota, o PT diz que o valor é referente a um acordo firmado entre o partido e o marqueteiro e  homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. “Todos os pagamentos foram declarados à Justiça Eleitoral e à Justiça do DF, que arquivou a demanda por restar satisfeita a obrigação”, diz o partido.

O imbróglio do PT com a empresa de Santana por serviços não pagos na campanha eleitoral de 2014 corria na Justiça do DF desde 2018. Até que, em julho daquele ano, o partido foi condenado a assumir as despesas e vinha recorrendo desde então.

Já em abril deste ano, as partes firmaram um acordo para reduzir a dívida, de R$ 9 milhões, em valores atualizados, para R$ 4 milhões. Tirando o que já havia pago, o PT faltava R$ 2,7 milhões à empresa.

João Santana foi marqueteiro do PT em campanhas vitoriosas, como a reeleição de Lula, em 2006, e de Dilma em 2010 e em 2014. Ele e a esposa foram presos em 2016 na 23ª fase da Lava Jato após serem presos. Após firmarem acordo de delação premiada em 2017, o casal devolveu cerca de R$ 80 milhões, além de cumprir penas nos regimes fechado e semiaberto, usar tornozeleira eletrônica e prestar serviços comunitários.

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