Política

Após bate-boca com diretor da PF, Messias usa bloqueio em precatórios para atacar Flávio Bolsonaro

Andressa Anholete/Agência Senado
Messias celebrou suspensão de pagamentos de dívidas judiciais e fez referência a Daniel Vorcaro em vídeo publicado nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Andressa Anholete/Agência Senado
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/09/2026, às 08h16 - Atualizado às 08h17



O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou um vídeo em suas redes sociais na noite de quarta-feira (23) celebrando a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro.

Messias usou a decisão para elogiar o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e criticar o adversário do petista na disputa pelo Planalto, Flávio Bolsonaro (PL).

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Essa fraude foi contida. Nós barramos o pagamento desses precatórios, esse dinheiro agora tá devolvendo pra quem merece, o povo brasileiro. (...) enquanto isso você sabe. Tem candidato aí pedindo dinheiro pra esse dono do Banco Master que tá preso e foi preso no governo do presidente Lula", disse Messias nas redes sociais.

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O advogado da União fez referência a possível ligação ilícita entre Flávio e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O vídeo de Messias foi publicado no mesmo dia em que uma matéria do UOl noticiou um bate-boca entre ele e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na frente de Lula.

De acordo com a reportagem, o registro ocorreu na manhã do último dia 4 de setembro, quando o chefe da PF entrou no gabinete presidencial.

Messias questionou Andrei sobre um suposto monitoramento contra ele, apontando uma vigilância ilícita, o que foi contestado pelo diretor-geral. Segundo a reportagem, os dois chegaram a trocar xingamentos diante de Lula.

Como resposta, pontuou o UOL, Andrei sustentou que não houve monitoramento ilícito contra Messias nem contra Mendonça. 

Em manifestação posterior ao STF, sua defesa afirmou que os relatórios questionados não decorreram de vigilância, coleta clandestina de dados ou medidas invasivas. 

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