Política

Após Gilmar Mendes, Zema entra em treta com Zé Dirceu

Paulo M. Azevedo / BNews / Arquivo | Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Romeu Zema e José Dirceu protagonizaram debate público após ex-governador propor privatizar Petrobras e Banco do Brasil  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNews / Arquivo | Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 27/04/2026, às 20h25 - Atualizado às 20h39



O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ampliou o embate político nas redes sociais ao responder críticas do ex-ministro José Dirceu (PT) sobre suas propostas econômicas. A troca de farpas ocorre dias após Zema também protagonizar atrito com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Em resposta a Dirceu, que questionou as propostas do mineira para privatizar Petrobras e Banco do Brasil (BB), Zema defendeu a privatização de estatais e criticou políticas econômicas associadas à esquerda. “Dirceu, eu vou privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil, entendeu? A sua receita fracassada de esquerda não deu certo em lugar nenhum do mundo”, afirmou. O petista disse que privatização do BB poderia prejudicar o agro.

O ex-governador e pré-candidato a presidente da República então citou exemplos internacionais para sustentar seu argumento. “Chega! Austrália, França e Estados Unidos são grandes potências do agro sem banco ou petroleira estatal. O agronegócio não precisa de estatal pra prosperar, Dirceu. Precisa de crédito barato, segurança jurídica e combustível competitivo”, declarou.

Zema ainda responsabilizou gestões anteriores por problemas nas empresas públicas. “O que afundou o Brasil não foi falta de estatais. Foi o rombo que o PT promoveu nas estatais. Comigo, isso acaba!”, disse.

Do outro lado, Dirceu questionou os impactos das propostas no setor produtivo e no custo de vida. “Zema diz que vai privatizar a Petrobrás e o Banco do Brasil. Como ele vai contar isso ao agronegócio, que tem como maior financiador o BB? Ou para as famílias brasileiras que vão ver o transporte e alimentos ficarem mais caros quando nosso combustível estiver totalmente nas mãos de monopólios internacionais?”, questionou.

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