Política

Após presença em evento conservador, Lula cobra desculpas de Milei: "Só quero que tenha respeito pelo Brasil"

Divulgação / LibertyCon e Marcelo Camargo / Agência Brasil
Em entrevista a agências internacionais, o presidente brasileiro garante que não se preocupa com falas do argentino e que deseja apenas uma "relação civilizada"  |   Bnews - Divulgação Divulgação / LibertyCon e Marcelo Camargo / Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, na última segunda-feira (22), um pedido de desculpas por parte do presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou esperar que ele "tenha respeito pelo Brasil". A declaração foi dada às agências internacionais Reuters, Bloomberg, Associated Press, EFE, AFP e Xinhua. A transcrição da entrevista foi divulgada pela assessoria da Presidência.

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Na coletiva, Lula disse ainda que não vai se preocupar com as falas de Milei e espera apenas uma "relação civilizada" com o presidente da Argentina.

"Ele seja o que ele quiser. Eu só quero que ele tenha respeito pelo Brasil, da mesma forma que o Brasil tem respeito pela Argentina. Eu só quero que um presidente da República não se esqueça nunca que os interesses do povo são sempre maiores do que os interesses do presidente", disse Lula, que revelou ter cumprimentado Milei durante reunião do G7 na Itália.

"Eu não falei com ele. Não, ele passou por mim na reunião do G7 e me cumprimentou. Eu estava até de costas. Eu estava conversando com o meu pessoal. Eu vejo que eu não tenho nenhum problema. Não tenho nenhum problema", declarou.

"Eu já falei isso, ele tem que pedir desculpas ao Brasil, senão a relação é complicada. Você pode falar a bobagem que você quiser falar desde que você respeite o direito dos outros. É assim que eu faço política internacional", acrescentou.

Durante a campanha presidencial do ano passado, Milei fez uma série de ataques a em um programa de TV e, ao assumir a presidência, não faz acenos a Lula. Além disso, o presidente argentino fez a sua primeira visita ao Brasil no início do mês e não teve agenda com representantes do governo federal.  Ele optou em participar de um evento conservador em Santa Catarina ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário de Lula.

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