Política

Após ser xingado, Paulo Magalhães diz achar difícil que Glauber Braga escape de cassação

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O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), apresentou seu relatório na manhã desta quarta (2) e se diz “tranquilo” por representar a favor de cassar Glauber Braga (PSol-RJ)  |   Bnews - Divulgação BNews
Humberto Sampaio, direto de Brasília

por Humberto Sampaio, direto de Brasília

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Publicado em 02/04/2025, às 18h10 - Atualizado às 18h22



Após apresentar seu relatório no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pedindo a cassação do deputado Glauber Braga (PSol-RJ), o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) afirmou que está tranquilo quanto à sua decisão.

“Se você ler o meu parecer vai ver que todos os elementos que provam a quebra de decoro estão lá contidos. A agressão física praticada por um parlamentar nas dependências da Câmara não pode ser tolerada”, disse o deputado à reportagem do BNews.

Para Paulo Magalhães, dificilmente o parlamentar do PSol escapará da cassação. Segundo ele, quando for levado a votação no Conselho de Ética, seu relatório deverá ser referendado pela imensa maioria do colegiado. O deputado baiano acredita que o mesmo deve se passar, quando, após aprovado, o seu pedido de cassação for levado ao plenário. “Vai ser um massacre. Ele é um deputado que não apoio nem simpatia de quase nenhum dos colegas”, afirmou Paulo.

O processo contra Glauber Braga ainda aguarda a decisão do Conselho de Ética. Na manhã desta quarta (2), após a leitura do relatório, houve protestos por parte de apoiadores de Glauber Braga e uma mulher chegou a ser retirada do Plenário da Comissão pela Polícia legislativa, após xingar Paulo Magalhães de “desgraçado”.

Em seguida, o deputado Chico Alencar, correligionário e conterrâneo de Braga, pediu vistas do relatório apresentado e o presidente do Conselho, o baiano Leur Lomanto Júnior (União), encerrou a sessão.

Outros deputados ouvidos pelo BNews avaliam que a chance de Braga escapar da cassação é Hugo Motta retardar o envio do processo para a apreciação do Plenário da Câmara até o final do próximo ano. Os parlamentares citam como precedente o caso do deputado Chiquinho Brazão (PL-RJ), acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Mesmo com a cassação aprovada pelo Conselho de Ética há nove meses, até hoje a cassação de Brasão não foi levada ao plenário.

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