Política

Após sofrer agressão, Geddel chama ataque de ‘covarde’ e garante: ‘Não muda minha rotina’

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O ex-ministro afirma que a agressão não mudará sua rotina, mas lamenta a violência nas divergências políticas  |   Bnews - Divulgação Joilson César/ Arquivo / BNEWS
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 02/01/2026, às 14h33 - Atualizado às 14h45



O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, vítima de uma agressão em uma festa de réveillon no condomínio Interlagos, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, afirmou ao BNEWS que o episódio, marcado por violência e ameaças explícitas, reacende o debate sobre a crescente polarização política no Brasil.

Segundo o político, o ataque ocorreu por volta das 3h, quando ele estava sentado à mesa com familiares. “Veio de repente uma pessoa por trás de mim, me deu um mata-leão e dizia que eu tinha que morrer. Eu pensei que era um amigo brincando”, afirmou. O ex-ministro disse ter reagido com uma garrafa de cerveja, enquanto pessoas presentes ajudaram a conter o agressor.

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O homem, que não seria morador do condomínio, já teria sido identificado pela polícia. “Ele dizia: ‘Você é político, tem que morrer. Todo político vai ter que morrer’”, relatou Geddel, classificando a ação como uma “agressão covarde”.

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Durante a entrevista, Geddel criticou a atuação da equipe de segurança do condomínio, que, segundo ele, não conseguiu conter o agressor de forma adequada. O ex-ministro destacou que câmeras de vigilância registraram o ataque, o que considera fundamental para comprovar sua reação em legítima defesa. “Soube que uma câmera pegou. Graças a Deus, não tive nada, nenhum arranhão. Mas é desagradável. Ninguém tem o direito de resolver divergências com violência. Atitude covarde”, disse.

Polarização e rotina política
Questionado se o ataque mudaria sua rotina, Geddel respondeu que não pretende alterar seus hábitos. “Não muda nada. Apenas aumenta meu lamento por ver um país onde divergências são tratadas com violência. A mim não muda nada. Um episódio desses eu lamento, mas não muda nada. Se vierem, vou reagir. Nem vou colocar segurança, não muda nada”, afirmou.

O ex-ministro ainda reforçou que não estava discutindo política no momento da agressão. “O cara pode discordar de mim, pode achar que eu tive erro. Não é possível continuar assim. Eu estava no meio do condomínio, com amigos e família. Imagine você numa situação que se reage, você imagina se eu consigo arrebentar esse cara todo. Como é que eu estaria hoje? Quem é que ia dizer que ia ser de jeito uma defesa?”, concluiu.

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