Política

Apreensão de R$ 575 mil leva PF até casal de políticos

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A PF descobriu um esquema que usava o dinheiro desviado para pagar propina a políticos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/PF
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 09/09/2025, às 06h25



A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da operação Lei do Retorno no final de agosto para investigar desvios de R$ 50 milhões na área da Educação em cidades do Maranhão. Tudo iniciou em 2022, quando a PF apreendeu R$ 575 mil em dinheiro.

Depois dessa apreensão, a PF descobriu um esquema que usava o dinheiro desviado para pagar propina a políticos.  Entre os envolvidos, segundo a PF, estão o ex-prefeito de Caxias (MA) e atual secretário estadual de Agricultura, Fábio Gentil, e sua namorada, a deputada estadual Daniella Cunha (PSB).

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A investigação teve início em 18 de janeiro de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou o dinheiro dentro de sacolas e mochilas em um Toyota Corolla, durante uma abordagem na BR 316. No carro, estavam dois suspeitos, apontados como intermediários do esquema.

A partir disso, a PF começou a investigar a origem do dinheiro e descobriu uma organização criminosa suspeita de desviar verbas públicas, incluindo recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Os dois suspeitos presos com o dinheiro foram interrogados, mas não deram uma “justificativa idônea apta a fundamentar” e apresentaram versões contraditórias sobre os R$ 575 mil.

Após analisar os celulares deles, a PF encontrou indícios “robustos” de propina ligada a contratos com a cidade de Caxias, na época governada por Fábio Gentil, e outros municípios do Maranhão.

A coluna Metrópoles entrou em contato com Fábio Gentil e com a deputada Daniella por meio de suas assessorias.

Em nota, Fábio nega que tenha envolvimento nas irregularidades investigadas pela PF e informou que vem colaborando integralmente com as autoridades envolvidas na Operação Lei do Retorno, apresentando todos os esclarecimentos solicitados à Justiça Federal por intermédio de seus advogados.

“Reitera respeito e confiança no trabalho sério da Polícia Federal e da Justiça Federal, certo de que, ao final, ficará demonstrado não haver qualquer envolvimento seu nas supostas irregularidades precipitadamente noticiadas”, afirmou.

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