Política
Um auditor fiscal do Estado da Bahia e outras duas pessoas foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (21), durante a “Operação Khalas”, que investiga um esquema de corrupção e sonegação fiscal no setor de combustíveis com prejuízo estimado em cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
Entre os detidos está Olavo José Gouveia Oliva, servidor concursado que atua como Coordenador de Petróleo e Combustíveis (COPEC) da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (SEFAZ-BA).
Também foi presa Carolane Ribeiro, apontada nas investigações como esposa de Jailson Couto Ribeiro, o Jau Ribeiro, que já havia sido alvo da Operação Primus, deflagrada em 2025. A relação reforça a continuidade das apurações sobre o mesmo grupo investigado.
Esquema envolvia corrupção e produção clandestina
De acordo com a Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia, as investigações identificaram a atuação de uma macroestrutura criminosa voltada à prática de crimes tributários e corrupção.
O grupo operava por meio do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos estaduais e municipais, garantindo facilidades e proteção para atividades ilegais.
O esquema incluía a ocultação da importação de insumos químicos utilizados na produção clandestina de combustíveis, como nafta e solventes, que eram desviados para unidades irregulares de mistura, conhecidas no setor como “batedeiras”.
Mandados foram cumpridos em quatro cidades
Ao todo, a operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.
Além disso, dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados cautelarmente de suas funções.
Operação é desdobramento da Primus
A “Operação Khalas” é coordenada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em atuação integrada com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e a Polícia Civil da Bahia, através do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).
A ação é um desdobramento da “Operação Primus”, deflagrada em outubro de 2025, e tem como foco atingir o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa.
Força-tarefa reúne órgãos estaduais
A investigação é conduzida pela força-tarefa formada pelo Gaesf (MPBA), pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip/Sefaz) e pelo Neccot/Draco da Polícia Civil da Bahia.
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