Política
por Daniel Serrano
Publicado em 05/02/2026, às 19h17 - Atualizado às 19h17
Uma auditoria encontrou indícios de que nomes ligados ao Banco Master eram “investidores finais” de fundos que aportaram R$ 1 bilhão no Banco Regional de Brasília (BRB), recursos que seriam usados para o negócio entre a estatal e a instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro. As informações são do jornal O Globo.
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De acordo com a publicação, além de Vorcaro, outros nomes apontados como investidores foram Maurício Quadrado, ex-sócio do dono do Master, e João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag.
O resultado da auditoria foi enviado à Polícia Federal (PF) e ao Banco Central (BC), na semana passada, e ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (3). O Master foi adquirido pelo Banco Central no fim do ano passado. A operação é alvo de investigação por suspeita de fraude ao sistema financeiro.
A auditoria identificou a realização de duas operações, uma no valor de R$ 250 milhões e outra de R$ 750 milhões. A estratégia foi adotada para dar maior capacidade para o BRB comprar o Master, o que veio a ser negociado posteriormente. No entanto, o negócio foi vetado pelo Banco Central.
Outro ponto que chamou atenção da auditoria foi o fato de que a operação, que inicialmente seria feita via oferta de ações, ocorreu via subscrição. A principal diferença é que o segundo modelo dá preferência aos acionistas para comprar novas ações e manter sua participação, enquanto o primeiro é uma oferta aberta ao mercado.
Agora, investiga-se se os fundos se tornaram acionistas antes do aumento de capital para participar da subscrição privada e se a antiga direção do BRB tinha conhecimento de quem eram os beneficiários desses fundos.
Em um comunicado divulgado na última quarta-feira (4), o BRB diz que a auditoria é preliminar, "com escopo delimitado a aspectos específicos da investigação independente, no qual foram identificados fatos que demandavam análise pelas autoridades competentes, com vistas à avaliação de eventual existência de atos ilícitos."
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