Política
Publicado em 02/10/2024, às 12h47 - Atualizado às 12h59 Maycol Douglas e Daniel Serrano
Os secretários estaduais da Bahia, Bruno Monteiro e Ângela Guimarães, das pastas de Cultura (Secult) e Promoção da Igualdade Racial dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), respectivamente, apresentaram detalhes sobre o Edital Ouro Negro 2025, nesta quarta-feira (02).
Em entrevista coletiva na sede da Secult-BA, Ângela Guimarães explicou que os pontos do edital foram desenvolvidos com base no calendário do próximo ano. "Com a ampliação do calendário, incluímos eventos como a Lavagem do Bonfim, Lavagem de Itapuã, Lavagem de Santo Amaro, o Carnaval de Salvador, os carnavais de outros municípios e também a Micareta de Feira de Santana."
Ela destacou ainda que esta política, voltada para a promoção e valorização cultural, está em sintonia com os objetivos dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, além do atual governador Jerônimo Rodrigues. "O objetivo é assegurar visibilidade, investimentos e reconhecimento do trabalho social e cultural realizado por essas entidades carnavalescas ao longo do ano. O carnaval é uma vitrine importante, e queremos garantir que essas instituições se preparem adequadamente."
Bruno Monteiro, por sua vez, lembrou que o programa surgiu em 2008, mas está em constante aprimoramento. "Desde o início da nossa gestão, temos a sensibilidade de, junto com Ângela e o governador Jerônimo, sempre melhorar o programa."
O secretário da Cultura também comentou sobre o edital da Lei Aldir Blanc, que será lançado nos próximos dias. "Serão quase 30 editais, e um deles será voltado especificamente para os blocos afros, como parte de uma ação contínua, com apoio ao longo de todo o ano. Entendemos que essas entidades não se limitam ao carnaval, elas também desenvolvem trabalhos culturais e educacionais."
O investimento do Edital Ouro Negro 2025 será de R$ 15 milhões, proporcionado pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).
Sobre o valor aplicado, Bruno Monteiro comemorou o avanço para 2025 e explicou as denominadas 'faixas de preços'. "O programa Ouro Negro 2025 chega com investimento de 15 milhões de reais do Governo do Estado para as apresentações, seja no Carnaval, nas festas populares, dos blocos afro, dos afoxés, dos blocos de samba, de reggae, dos blocos indígenas, com as faixas de apoio distribuídas a partir também do diálogo com essas entidades".
"Esses R$ 15 milhões de reais são distribuídos, grande parte, a maioria para o Carnaval. São faixas diferenciadas, compreendendo também a dimensão de cada entidade e o tamanho da sua participação nessas festas. Então, nós temos desde o apoio no Carnaval, que vai de R$ 30 mil, até R$ 1 milhão. Esse ano nós temos uma nova faixa de R$ 700 mil, até o ano passado era R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Aí nós, atendendo a demanda das entidades, criamos a faixa intermediária de R$ 700 mil", contou.
O projeto tem como objetivo beneficiar entidades culturais de matriz africana, que poderão inscrever propostas para participar do Carnaval de Salvador, do interior, nas Lavagens do Bonfim, de Itapuã e de Santo Amaro, além da Micareta de Feira de Santana.
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