Política

Baldy diz que “qualquer governo” respeitará investimentos da BYD no Brasil

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Vice-presidente da BYD, Alexandre Baldy, destaca a importância dos investimentos e empregos gerados pela empresa no Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução


O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a montadora não teme uma eventual mudança de orientação política no governo federal e avaliou que “qualquer governo” deverá respeitar os investimentos realizados pela empresa no país. A declaração foi dada ao BNEWS após ser questionado sobre uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL), que defende uma maior aproximação do Brasil com os Estados Unidos, enquanto a BYD tem sua sede na China.

“Certamente qualquer governo vai respeitar e vai querer realmente que uma empresa que investe, que gere emprego, que traz tecnologia e inovação”, afirmou Baldy. Segundo o executivo, a presença da BYD no Brasil já alcançou uma dimensão que envolve investimentos, geração de empregos e transferência de tecnologia, fatores que, na avaliação dele, devem ser considerados independentemente de quem estiver no comando do país.

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Baldy destacou que a empresa já investiu mais de R$ 10 bilhões no Brasil com capital próprio. Na fábrica de Camaçari, na Bahia, são mais de 8 mil funcionários diretos, enquanto a unidade de Campinas (SP) emprega mais de mil pessoas. A companhia atua na produção de veículos elétricos, ônibus e painéis solares.

O executivo também ressaltou a participação da BYD no mercado brasileiro de ônibus elétricos. “Hoje somos o número 1 do Brasil, entregamos ônibus elétricos por toda parte do Brasil, somos líderes do mercado”, disse. Ele afirmou ainda que a empresa desenvolve no país veículos híbridos plug-in, tecnologia que combina motor elétrico e motor a combustão.

A expansão da BYD também inclui uma rede de 241 concessionárias distribuídas pelos 27 estados brasileiros. Segundo Baldy, a operação gera mais de 10 mil empregos indiretos. “Acredito que o Brasil, o brasileiro aderiu à tecnologia, aderiu à marca BYD”, afirmou.

Ao responder sobre os possíveis efeitos de uma eventual aproximação do governo brasileiro com os Estados Unidos, Baldy não demonstrou preocupação com uma mudança de postura em relação à China. Para ele, os investimentos já realizados pela companhia e os empregos gerados no país criam uma relação que tende a ser preservada por qualquer administração.

“Certamente qualquer governo respeitará a nossa trajetória, o nosso investimento, sobretudo o emprego do brasileiro, do baiano, do paulista, de todos”, afirmou o executivo. A declaração ocorre na reta final da campanha presidencial, em meio ao debate sobre as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com Estados Unidos e China.

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