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Banco de Brasília comprou bilhões em ativos do Banco Master, mesmo após descoberta de fraude

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BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, mas não interrompeu negócios  |   Bnews - Divulgação Divugação
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 06/04/2026, às 10h41



O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024. A este valor somam-se outros R$ 10,8 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB a partir de “substituições”, em que o Banco de Brasília devolvia uma carteira podre do Credcesta ao Master e recebia no lugar novos ativos.

As informações foram publicadas pelo portal Metrópoles com dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI), que mostram também que esses ativos hoje em posse do BRB também são de baixíssima qualidade.

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As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios – pelo contrário: comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

Outro sinal de alerta ao BRB foi a negativa, pelo Banco Central (BC), à compra do próprio Master, em setembro de 2025. Após a rejeição do pedido pelo BC, o BRB repassou ao Master mais R$ 1,9 bilhão.

As aquisições dos ativos seguiram até outubro de 2025, um mês após o Banco Central ter impedido a compra e pouco antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

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