Política

Binho Galinha sofre revés no TJ-BA e continua na mira da Operação El Patrón

Agência Alba
Defesa alegou que RIFs violaram requisitos do STF, mas juíza argumentou que decisão não se aplica a atos de 2022.  |   Bnews - Divulgação Agência Alba
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/04/2026, às 16h41 - Atualizado às 16h41



O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) rejeitou um pedido da  defesa do deputado estadual Binho Galinha (Avante) para reconhecer a ilegalidade dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) obtidos junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no âmbito da Operação El Patrón.

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Em sua decisão, a juíza Márcia Simões Costa, da Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana, manteve a validade do acervo probatório e rejeitou o trancamento das ações penais em curso. A magistrada ainda preservou as prisões preventivas e demais medidas cautelares impostas aos acusados.

A defesa de Binho Galinha alegava que o RIF teria violado os requisitos estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os advogados, o documento teria sido requisitado antes da formalização do inquérito policial, em outubro de 2022, quando ainda não havia uma investigação formalmente instaurada.

Em sua decisão, a juíza diz que o entendimento mais recente do STF sobre o tema tem efeitos prospectivos e não alcança atos praticados em 2022. A magistrada alega ainda que dar efeito retroativo à tese “violaria o postulado da proteção da confiança e geraria uma desestabilização sistêmica no combate ao crime organizado”.

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