Política

Bolsonarista Daniel Silveira apela para os direitos humanos e divulga imagens fortes de joelho após cirurgia

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Defesa critica demora do STF em decidir sobre o pedido de prisão domiciliar de Silveira.  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Seap
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 01/08/2025, às 16h04



A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele seja transferido com urgência para prisão domiciliar, alegando motivos de saúde e apelando para os direitos humanos. O bolsonarista está internado desde o dia 26 de julho, quando passou por uma cirurgia de reconstrução no joelho. Seus advogados afirmam que o tratamento necessário no pós-operatório não está sendo devidamente seguido.

Segundo eles, o ex-parlamentar precisa fazer fisioterapia duas vezes por dia, além de manter a ferida cirúrgica limpa e receber medicação regularmente para evitar complicações como infecções, trombose e até embolia pulmonar. No entanto, alega a defesa, ele tem recebido apenas cuidados paliativos, o que seria insuficiente para garantir uma recuperação adequada.

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A equipe jurídica também anexou aos autos da Execução Penal, que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, laudos médicos que apontam que Silveira tem 82% de limitação para se locomover. O estado de saúde é descrito como "sofrível", com relatos de dores fortes na maior parte do tempo. Os advogados alertam que, sem tratamento completo, há risco de sequelas graves ou até de morte.

As imagens divulgadas pela equipe de defesa mostram o joelho operado com hematomas e inchaço, indicando, segundo eles, a gravidade da situação e a urgência no cuidado especializado. Ele está preso desde 2022, quando foi condenado pelo Supremo a 8 anos e 9 meses de prisão por ameaça ao Estado democrático de direito.

Apesar de diversos pedidos formais, ligações e e-mails enviados ao gabinete do ministro, a defesa afirma que ainda não houve apreciação do pedido de prisão domiciliar. Eles comparam a conduta de Moraes ao tratamento dado a outros casos, como os de Fernando Collor e Domingos Brazão, criticando a demora em uma decisão.

Para os advogados, o sistema penal não oferece estrutura para um pós-operatório desse porte, e o único ambiente adequado seria a residência de Silveira. A equipe jurídica responsabiliza diretamente o Estado por qualquer agravamento do quadro clínico e cobra um posicionamento imediato do STF.

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