Política
A bancada bolsonarista no Congresso Nacional deve protocolar mais um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na próxima segunda-feira (9). Com a assinatura de mais 100 deputados e de nenhum senador, uma tentativa de afastamento de Moraes da Corte deixou de ser unanimidade entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação é da coluna de Malu Gaspar, no Globo.
Ao todo, Moraes é o ministro com o número de pedidos de impeachment, 22 ao todo. No entanto, todos os documentos foram engavetados pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
De acordo com a publicação, alguns senadores avaliam que atualmente não há votos o suficiente no Senado para abrir um processo contra Moraes e que o pedido de afastamento só serviria para acirrar as relações entre a Casa e o STF.
Apesar de não admitirem publicamente, alguns bolsonaristas acreditam que o novo pedido de impeachment contra Moraes pode ter o efeito contrário. Há um entendimento de que o processo pode fazer com que os demais ministros do STF saiam em defesa de Moraes, em um momento em que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) entram na fase final das investigações dos atos golpistas de 8 de Janeiro e das joias sauditas.
Além disso, pesa a favor de Moraes o fato de o Senado nunca ter aberto um pedido de impeachment. Além disso, pessoas próximas a Pacheco garantem que ele pretende segurar todos os pedidos de impeachment contra qualquer um dos ministros do STF.
No entanto, a “blindagem” deve terminar em fevereiro de 2025, quando Pacheco deixa a presidência do Senado. A bancada bolsonarista da Casa acredita que um pedido de impeachment contra Pacheco seja aberto com a chegada de Davi Alcolumbre (União Brasil) ao comando do Senado.
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