Política

Bolsonaro ataca STF por julgamento de acusados de tentativa de golpe: “Perseguição política”

Domingos Júnior / BNews
Bolsonaro afirma que o mundo observa a situação no Brasil e critica a atuação do STF em relação aos acusados.  |   Bnews - Divulgação Domingos Júnior / BNews

Publicado em 22/04/2025, às 10h48 - Atualizado às 10h48   Cadastrado por Daniel Serrano



O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta terça-feira (22) para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo julgamento das rejeita denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e aliados por uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Nesta terça-feira (22), a Primeira Turma do STF inicia a análise se aceita ou se rejeita denúncia da PGR contra mais um grupo de acusados de uma suposta tentativa de golpe de Estado. O chamado núcleo 2 é formado por seis integrantes. 

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Bolsonaro declarou apoio aos acusados, citando nominalmente o ex-assessor internacional Filipe Martins e o ex-assessor coronel Marcelo Câmara.  O ex-presidente disse ainda que existe uma “perseguição política” disfarçada de justiça no Brasil

“Tenho dito e repito: o mundo está observando com atenção. E começa, enfim, a entender o que está acontecendo no Brasil, um país em que a perseguição política se disfarça de justiça, e onde o autoritarismo cresce a cada silêncio imposto”, escreveu.

“Ainda assim, estão sendo julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal, sem direito de recorrer a instâncias superiores e submetidos a inovações jurídicas arbitrárias e ao uso de criatividade por parte de Alexandre de Moraes”, criticou.

Entre as acusações da PGR neste caso é de que os integrantes do núcleo 2 usaram a máquina pública, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para dificultar que eleitores tivessem acesso aos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022, especialmente no Nordeste, maior reduto eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então concorrente de Bolsonaro no pleito presidencial daquele ano. 

Fazem parte do núcleo 2 dos denunciados pela PGR pelo suposto plano golpista:

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão de Jair Bolsonaro;
  • Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF;
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência;
  • Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública da Distrito Federal; e
  • Mário Fernandes – general da reserva do Exército e “kid preto”.

Todos foram denunciados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima, além de deterioração de patrimônio tombado e concurso material.

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