Política
por Rebeca Santos
Publicado em 24/11/2025, às 09h31
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro revela algo além do jurídico: ela é o resultado de uma sucessão de movimentos politicamente desastrosos protagonizados pelos filhos.
O grande “vilão” não tem sido o ministro Alexandre de Moraes; o maior inimigo do bolsonarismo, neste momento, tem sido a própria família.
Eduardo Bolsonaro, ao apostar numa peregrinação aos Estados Unidos em busca de uma improvável anistia, se opôs à própria nação, acreditando que Donald Trump compraria essa ideia. Ele até sustentou o primeiro round, mas perdeu nos demais ao perceber que Lula era um adversário maior do que suas ameaças. Entregou os demais rounds.
O jogo termina ao contrário do esperado, com Trump se aproximando de Lula e pintando uma "química" entre ambos.
Agora, Flávio Bolsonaro convoca uma vigília e, dias depois, Bolsonaro tenta romper a tornozeleira eletrônica. Bom, algo aí não está certo. Acredito que a liberdade religiosa é um direito de todos. Porém, quando episódios como vigílias e tentativas de rompimento de monitoramento judicial ocorrem em sequência, o discurso espiritual perde força diante de atitudes suspeitas.
Outros questionamentos vêm à tona: de quem foi a “brilhante ideia” de romper a tornozeleira? Quem levou a máquina de solda? Bolsonaro alega que tudo foi fruto de “alucinações” e “certa paranoia”, em plena meia-noite (00h).
No fim, a prisão preventiva não surge como uma ação arbitrária do STF, mas como consequência da conduta da família.
A sucessão de erros e a dificuldade de operar dentro das regras institucionais apenas aceleram o destino de Bolsonaro à Papuda.
A família Bolsonaro não está sendo derrotada por adversários - está sendo derrotada por si mesma.
Classificação Indicativa: Livre
Lançamento com desconto
Samsung top
Congresso Internacional
cinema em casa
som poderoso