Política
Publicado em 24/01/2025, às 08h31 - Atualizado às 08h33 Yuri Pastori
Após admitir a possibilidade de lançar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata a presidente da República em 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que está inelegível para o pleito, voltou atrás. Bolsonaro revelou à coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles que Michelle é "candidata ao Senado" e admitiu a prioridade em lançar um dos seus filhos ao Planalto.
"Não, tem nada negociado, nada conversado. Ela vem candidata ao Senado aqui em Brasília. Se tivesse que botar alguém da família, seria o Flávio (Bolsonaro), o Eduardo (Bolsonaro)”, afirmou.
No entanto, ele disse que, a princípio, os filhos são candidatos ao Senado. “Preciso do Flávio no Senado, preciso da eleição do Eduardo para o Senado também. Eles têm um bom jogo de cintura no Legislativo. Não posso abrir mão disso”, continuou.
“Agora o que eu tenho dito sempre: eleição sem mim, por essa inelegibilidade, é uma afronta à democracia. Agora pode alguns de um tribunal decidirem quem é candidato e quem não é. Qual o motivo? Porque conversou com embaixadores e agora está inelegível? Não tem cabimento isso”, ponderou.
A hipótese de lançar Michelle foi levantada por Bolsonaro em uma entrevista à CNN, na última quinta-feira (23), e gerou muita repercussão política. O ex-presidente foi comparado com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que em 2016 tentou nomear Lula como ministro da Casa Civil, pois ele condicionou a candidatura de Michelle a presidente à sua nomeação na Casa Civil.
“Vi na pesquisa do Paraná Pesquisas que ela está na margem de erro do Lula. Esse evento lá fora vai dar uma popularidade enorme para ela. Não tenho problemas, seria também um bom nome com chances de chegar. Obviamente, ela me colocando como ministro da Casa Civil, pode ser”, disse.
Após a entrevista, Bolsonaro explicou ao Metrópoles as suas declarações à CNN. “Quando a jornalista fez a entrevista, citou vários nomes para a Presidência. Eu nem ia falar nada. Ia ficar na hipótese. Citaram Caiado, Tarcísio. Quando chegou na Michelle, a jornalista falou Michelle. Não fui eu que falei. Aí respondi que só se eu fosse chefe da Casa Civil, para entenderem que (o meu nome na Casa Civil) seria para dar equilíbrio político. Mas Michelle é candidata ao Senado aqui em Brasília”, disse.
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Assista ao programa Radar Bnews da última quinta-feira (23):
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